domingo, 4 de agosto de 2013


O SOL TEM QUE NASCER PARA TODOS !!!!!!!!!!!!!

RETORNANDO..............

A partir desta semana, estamos reativando este blog. Antes era um blog apenas para postar vídeos do Programa Cidadania e Socialismo, exibido pela JovemTV e alguns artigos relacionados.
Agora, pretendemos que vá além, que seja um canal aberto a todos aqueles que tenham interesse por temas políticos, temas ligados a cidadania e também ao pensamento socialista.Terá postagens diárias com possibilidades de comentários por parte dos leitores, artigos de diversos autores sobre temas tratados, e também, aí não tem jeito, rs, reprisará, semanalmente, o Programa Cidadania e Socialismo.
Quem tiver paciência, acesse o blog e participe.
Saudações socialistas e libertárias.
Claudio Leitão

sábado, 3 de agosto de 2013

RADICALIDADE E MUDANÇAS


A palavra radical vem do latim “radicale”, e etimologicamente, deriva da palavra raiz. No campo político “ser radical“ é encarado negativamente por diversos seguimentos da nossa sociedade, principalmente, por setores mais conservadores que abominam mudanças que possam abalar seus privilégios. Nós do PSOL – Partido Socialismo e Liberdade, fundado em 2005, a partir de um grupo divergente do PT, somos muitas vezes, assim carimbados. Lembro da campanha presidencial de 2006, onde a ex-senadora Heloisa Helena recebia os elogios de inteligente, corajosa e honesta, mas era tachada de muito radical. O mesmo aconteceu com Plínio de Arruda Sampaio em 2010.
Guardada as devidas proporções, tal fato, tem se repetido comigo e com os demais companheiros do partido quando participamos do processo eleitoral ou qualquer debate na mídia e nas redes sociais.
Somos militantes da esquerda socialista e opinamos sobre diversos fatos políticos e sociais que ocorrem em nossa cidade, nosso país e até no mundo, e também recebemos críticas por opiniões consideradas radicais.
Devido nossa formação política e ideológica temos um olhar crítico sobre este modelo neoliberal e globalizante que querem nos impor como verdade absoluta e pensamente único.
O mais engraçado de tudo isso é que grande parte dessas pessoas que fazem críticas, quando perguntadas sobre o atual estado das coisas, principalmente, no campo político, reclamam e pedem mudanças. Fica a pergunta : Que tipo de mudanças se fazem necessárias ?
Será que basta uma mudança “meia boca”. Uma “melhorazinha “ aqui e outra ali. Isso atende as nossas necessidades ? Qual a profundidade das mudanças que seriam realmente transformadoras ?
Ser radical não é ser negativo. É lutar por mudanças que possam atingir a raiz do problema. Encontrar soluções que possam mudar a vida das pessoas para melhor, de forma a impedir retrocessos.
Somos adjetivados como radicais por lutarmos por uma reforma política que possa restabelecer a ética e as boas práticas políticas. Por lutarmos por mudanças no modelo econômico que possam trazer mais igualdade e justiça social. Por combatermos com firmeza à corrupção, um câncer que atrasa o desenvolvimento do país. Por batalharmos pela total transparência no trato com a coisa pública. Por acharmos que o capital humano tem que estar acima do capital financeiro. Que o desenvolvimento tem que estar subordinado a preservação ambiental, respeitando o planeta e as futuras gerações.
No plano municipal, somos radicais por lutarmos contra um modelo de gestão que enriquece há décadas uma elite política em detrimento da maior parte da população que não é atendida com políticas públicas eficazes na saúde, educação, habitação e geração de emprego.
No atual estágio não cabem mais meias-medidas. Precisamos de mudanças profundas que só virão com muita luta e participação popular. Precisamos atacar a “raiz“ de todas essas situações, senão, ficaremos no terreno das “melhorazinhas”, dependendo da “ajuda e favores” de quem não quer mudar coisa alguma.
José Sarney, Renan Calheiros, Serra, Paulo Maluf, Dilma, Lula, FHC, Sergio Cabral, Jânio Mendes, Marquinhos, Alair Correa e outros em nosso Estado e Município se orgulham de não serem radicais, querem que tudo permaneça como está. Querem que você acredite que tudo é assim mesmo e que agentes políticos são todos iguais.

De minha parte, vou continuar sendo radical. Vou continuar lutando pela cidadania plena e participativa. Eu sou um daqueles teimosos que se recusam a abandonar seus sonhos e suas utopias. Pessimismo da razão e prática da vontade, ensinava Gramsci há muito tempo atrás.


“ Um sonho quando sonhados por muitos e ao mesmo tempo, torna-se uma inevitável realidade”.

Raul Seixas

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

FRASE DA SEMANA

“A DIFERENÇA ENTRE O BRASIL E A REPÚBLICA TCHECA É QUE A REPÚBLICA TCHECA TEM O GOVERNO EM PRAGA E O BRASIL TEM ESTA PRAGA DE GOVERNO.”
Luiz Fernando Veríssimo

DÍVIDA PÚBLICA X DÍVIDA SOCIAL

Estive nos últimos dias analisando alguns dados da execução orçamentária do Governo Federal referente ao finado ano de 2011 e gostaria de compartilhar com vocês algumas humildes reflexões.
De um total de R$ 2.007 trilhões, o Orçamento Geral da União dedicou a bagatela de R$ 750 bilhões para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública da União. Estes valores astronômicos correspondem a 47% do Orçamento.
Com a Previdência Social, que dizem que vai quebrar o governo se acabarem com o fator previdenciário, os gastos chegaram a 26%, com a saúde, 4,2%, com a educação, 3,1% e com saneamento básico, 0,08%. A dívida pública hoje chega a 52% do PIB.
A CPI da Dívida Pública que ocorreu no Congresso Nacional, durante o ano de 2010, proposta pelo PSOL e devidamente abafada pela grande mídia, com a conivência do PT, PMDB e demais partidos da base aliada, constatou uma série de irregularidades na sua administração, rolagem e refinanciamento. O relatório final foi submetido ao Ministério Público Federal para aprofundamento das investigações e até hoje não se tem notícias de nenhuma providência.
Este pequeno retrato orçamentário mostra claramente o que é prioridade para este governo, e também para os que o antecederam. Primeiro os interesses dos rentistas, banqueiros, especuladores e investidores de títulos do governo. Depois, com o que for possível, buscam atender políticas públicas essenciais como a saúde, como a educação e o saneamento básico, como se isso fosse apenas prestação de serviços e não direito inalienável de toda a população brasileira.
Quando vemos estampado no noticiário o caos da saúde e da educação no país, temos que entender que isso é fruto de uma decisão política de priorizar a dívida financeira em detrimento da dívida social.
Com este perfil orçamentário não há saída. Sem atacarmos o gargalo da dívida não teremos como avançar de forma significativa em outras áreas essenciais. Ficaremos sempre discutindo um aumento de carga tributária que poderá nos trazer alguma “melhorazinha”. É matemático, e como disse antes, depende de decisão política.
A Auditoria Cidadã da Dívida, prevista na letra constitucional, se levada a sério, poderia reduzir e eliminar parte desta infame dívida pública.
O tema da dívida nunca é devidamente discutido nos meios de comunicação de massa. Por que será ?
Como explicar, por exemplo, para a população que o Governo Lula herdou uma dívida pública de FHC no valor de R$ 600 bilhões de reais, pagou ao longo de 8 anos de governo R$ 1.300 trilhões só de juros e amortizações e entregou para a sua sucessora, companheira Dilma, um montante de dívida no valor de 1.700 trilhões.
Hoje a Dívida Pública já ultrapassa a casa dos 2.300 trilhões. É ou não é uma verdadeira sangria de recursos públicos. Uma transferência brutal de dinheiro público para o capital privado nacional e internacional.
A desculpa mais comum dada pelos economistas neoliberais é a de que não podemos “quebrar contratos” e que qualquer política econômica que ouse reavaliar este quadro provocaria fuga de capitais e quebradeira geral no país. O Brasil pratica já há alguns anos a maior taxa de juro real do mundo. É um verdadeiro paraíso para o capital especulativo internacional que conta ainda com condições tributárias privilegiadas.
A baixa conscientização política e educacional de nossa população permite que os contratos sociais nestas áreas essenciais sejam quebrados todo dia. O fator previdenciário é maior exemplo de contrato quebrado com o trabalhador nos últimos anos.
A fatia destinada aos gastos sociais vem decrescendo de forma quantitativa e qualitativa ao longo dos anos. O crescimento da violência urbana é o resultado desta equação sombria. Esta “bolha” está enchendo há décadas. Um dia ela vai estourar.


“A diferença entre o Brasil e a República Tcheca é que o governo da República Tcheca fica em Praga e o Brasil tem esta praga de governo.”

Luiz Fernando Verissimo



Cláudio Leitão é economista e presidente do diretório municipal do PSOL Cabo Frio.

86º Programa Cidadania e Socialismo

sábado, 31 de dezembro de 2011

FRASE DA SEMANA

“De tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, desanimar-se de justiça e ter vergonha de ser honesto.”
Rui Barbosa