"UMA IDEIA TORNA-SE UMA FORÇA MATERIAL QUANDO GANHA AS MASSAS ORGANIZADAS".
Karl Marx
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
NOTÍCIAS E FATOS
Hoje,segunda-feira, as 15:30 horas, na JovemTV, canal 8 da Costa do Sol, reestreia o Programa Cidadania e Socialismo. Um programa de debates e entrevistas que pretende discutir o cotidiano político e social de Cabo Frio, além dos temas ligados à Cidadania e ao pensamento socialista. Participações ao vivo pelo telefone da TV, 22- 2629.2571, pelo face, na página Programa Cidadania e Socialismo e pelo email, cidadaniaesocialismo@hotmail.com . Ao final, sempre haverá o sorteio de um livro aos participantes.
A relação entre o Governo Dilma e a base aliada parece que "azedou" de forma definitiva. Dificuldades nas votações de matérias de interesse do governo são previstas.Bem feito ao PT. Costurou desde os tempos de Lula uma base extremamente fragmentada ideologicamente, baseada no fisiologismo e troca de favores e agora paga o preço. Ali tem neo-aliados que num passado recente eram chamados de corruptos e ladrões. Tem gente que chama isso de "dinâmica da política". Eu chamo de outra coisa e vc?
Por falar em dinâmica na política, essa foi a desculpa dada pelo prefeito Alair Correa para justificar suas alianças políticas com Silas Bento, Dr. Paulo Cesar e Alfredo Gonçalves, antigos desafetos, que o esculacharam e foram esculachados por ele antes da campanha do ano passado. Será que esses "caras" acham que somos otários!!!
Aliás, as previsões indicam que o crescimento do País ficará 2,24% menor que o ano passado.
O Ministério Público paulista negocia delação premiada com funcionários das empresas envolvidas no cartel do Metrô de SP para confirmar as propinas pagas ao PSDB. A coisa é grande e vai atingir em cheio os três últimos governos do partido no Estado: Covas, Alkmin e Serra. Vai ser um lamaçal só !!!!
Os moradores dos bairros Vila do Sol e Recanto dos Dunas mandaram recado que não aguentam mais os "ataques" de mosquitos que estão insuportáveis por aquelas bandas.É durante o dia todo. O Setor de Controle de Vetores da Vigilância Sanitária tem que dar um "pulo" lá para ajudar os moradores.
Macaé e Cabo Frio lideram as estatísticas de cidades no Estado com maior índice de assassinatos de jovens. Isso é grave e revela que ao longo destes últimos 16 anos, quase nada foi feito em termos de políticas públicas para a juventude. Será que Marcos Mendes e Alair Correa tem algo a dizer sobre isso?
Uma boa notícia : O Ministro da Educação Aloisio Mercadante homologou o Parecer CNE/CEB/18-2012 que trata da jornada de trabalho dos professores. Antes, já havia sido homologado o piso salarial nacional da categoria.Vai permitir ao professor que use parte do tempo fora da sala de aula para preparar melhor o conteúdo a ser aplicado aos alunos. Vamos ver se as Prefeituras vão cumprir a determinação. Os sindicatos precisam ficar vigilantes.
O Dep. Estadual Janio Mendes(PDT), futuro líder de Cabral na ALERJ, disse agora de manhã, no Programa Amaury Valério, Rádio Ondas FM, que o governo do Estado não usa de critérios políticos na escolha das empresas que prestam serviços terceirizados nas escolas públicas estaduais. Alair Correa aqui em Cabo Frio diz a mesma coisa. Não sei não, mas ambos estão bem "parecidos" em algumas questões políticas.
Por falar em Sergio Cabral, um grupo adeptos da Marcha da Maconha, passou ontem "na porta" do governador, no Leblon, engrossando a manifestação contra ele que parece não ter fim. Disseram que Cabral vive cercado de "outras Drogas mais pesadas". Será ?
Daqui a pouco, as rapidinhas.................
domingo, 4 de agosto de 2013
RETORNANDO..............
A partir desta semana, estamos reativando este blog. Antes era um blog apenas para postar vídeos do Programa Cidadania e Socialismo, exibido pela JovemTV e alguns artigos relacionados.
Agora, pretendemos que vá além, que seja um canal aberto a todos aqueles que tenham interesse por temas políticos, temas ligados a cidadania e também ao pensamento socialista.Terá postagens diárias com possibilidades de comentários por parte dos leitores, artigos de diversos autores sobre temas tratados, e também, aí não tem jeito, rs, reprisará, semanalmente, o Programa Cidadania e Socialismo.
Quem tiver paciência, acesse o blog e participe.
Saudações socialistas e libertárias.
Claudio Leitão
Agora, pretendemos que vá além, que seja um canal aberto a todos aqueles que tenham interesse por temas políticos, temas ligados a cidadania e também ao pensamento socialista.Terá postagens diárias com possibilidades de comentários por parte dos leitores, artigos de diversos autores sobre temas tratados, e também, aí não tem jeito, rs, reprisará, semanalmente, o Programa Cidadania e Socialismo.
Quem tiver paciência, acesse o blog e participe.
Saudações socialistas e libertárias.
Claudio Leitão
sábado, 3 de agosto de 2013
RADICALIDADE E MUDANÇAS
A palavra radical vem do latim “radicale”, e etimologicamente, deriva da palavra raiz. No campo político “ser radical“ é encarado negativamente por diversos seguimentos da nossa sociedade, principalmente, por setores mais conservadores que abominam mudanças que possam abalar seus privilégios. Nós do PSOL – Partido Socialismo e Liberdade, fundado em 2005, a partir de um grupo divergente do PT, somos muitas vezes, assim carimbados. Lembro da campanha presidencial de 2006, onde a ex-senadora Heloisa Helena recebia os elogios de inteligente, corajosa e honesta, mas era tachada de muito radical. O mesmo aconteceu com Plínio de Arruda Sampaio em 2010.
Guardada as devidas proporções, tal fato, tem se repetido comigo e com os demais companheiros do partido quando participamos do processo eleitoral ou qualquer debate na mídia e nas redes sociais.
Somos militantes da esquerda socialista e opinamos sobre diversos fatos políticos e sociais que ocorrem em nossa cidade, nosso país e até no mundo, e também recebemos críticas por opiniões consideradas radicais.
Devido nossa formação política e ideológica temos um olhar crítico sobre este modelo neoliberal e globalizante que querem nos impor como verdade absoluta e pensamente único.
O mais engraçado de tudo isso é que grande parte dessas pessoas que fazem críticas, quando perguntadas sobre o atual estado das coisas, principalmente, no campo político, reclamam e pedem mudanças. Fica a pergunta : Que tipo de mudanças se fazem necessárias ?
Será que basta uma mudança “meia boca”. Uma “melhorazinha “ aqui e outra ali. Isso atende as nossas necessidades ? Qual a profundidade das mudanças que seriam realmente transformadoras ?
Ser radical não é ser negativo. É lutar por mudanças que possam atingir a raiz do problema. Encontrar soluções que possam mudar a vida das pessoas para melhor, de forma a impedir retrocessos.
Somos adjetivados como radicais por lutarmos por uma reforma política que possa restabelecer a ética e as boas práticas políticas. Por lutarmos por mudanças no modelo econômico que possam trazer mais igualdade e justiça social. Por combatermos com firmeza à corrupção, um câncer que atrasa o desenvolvimento do país. Por batalharmos pela total transparência no trato com a coisa pública. Por acharmos que o capital humano tem que estar acima do capital financeiro. Que o desenvolvimento tem que estar subordinado a preservação ambiental, respeitando o planeta e as futuras gerações.
No plano municipal, somos radicais por lutarmos contra um modelo de gestão que enriquece há décadas uma elite política em detrimento da maior parte da população que não é atendida com políticas públicas eficazes na saúde, educação, habitação e geração de emprego.
No atual estágio não cabem mais meias-medidas. Precisamos de mudanças profundas que só virão com muita luta e participação popular. Precisamos atacar a “raiz“ de todas essas situações, senão, ficaremos no terreno das “melhorazinhas”, dependendo da “ajuda e favores” de quem não quer mudar coisa alguma.
José Sarney, Renan Calheiros, Serra, Paulo Maluf, Dilma, Lula, FHC, Sergio Cabral, Jânio Mendes, Marquinhos, Alair Correa e outros em nosso Estado e Município se orgulham de não serem radicais, querem que tudo permaneça como está. Querem que você acredite que tudo é assim mesmo e que agentes políticos são todos iguais.
De minha parte, vou continuar sendo radical. Vou continuar lutando pela cidadania plena e participativa. Eu sou um daqueles teimosos que se recusam a abandonar seus sonhos e suas utopias. Pessimismo da razão e prática da vontade, ensinava Gramsci há muito tempo atrás.
“ Um sonho quando sonhados por muitos e ao mesmo tempo, torna-se uma inevitável realidade”.
Raul Seixas
sábado, 2 de junho de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
FRASE DA SEMANA
“A DIFERENÇA ENTRE O BRASIL E A REPÚBLICA TCHECA É QUE A REPÚBLICA TCHECA TEM O GOVERNO EM PRAGA E O BRASIL TEM ESTA PRAGA DE GOVERNO.”
Luiz Fernando Veríssimo
Luiz Fernando Veríssimo
DÍVIDA PÚBLICA X DÍVIDA SOCIAL
Estive nos últimos dias analisando alguns dados da execução orçamentária do Governo Federal referente ao finado ano de 2011 e gostaria de compartilhar com vocês algumas humildes reflexões.
De um total de R$ 2.007 trilhões, o Orçamento Geral da União dedicou a bagatela de R$ 750 bilhões para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública da União. Estes valores astronômicos correspondem a 47% do Orçamento.
Com a Previdência Social, que dizem que vai quebrar o governo se acabarem com o fator previdenciário, os gastos chegaram a 26%, com a saúde, 4,2%, com a educação, 3,1% e com saneamento básico, 0,08%. A dívida pública hoje chega a 52% do PIB.
A CPI da Dívida Pública que ocorreu no Congresso Nacional, durante o ano de 2010, proposta pelo PSOL e devidamente abafada pela grande mídia, com a conivência do PT, PMDB e demais partidos da base aliada, constatou uma série de irregularidades na sua administração, rolagem e refinanciamento. O relatório final foi submetido ao Ministério Público Federal para aprofundamento das investigações e até hoje não se tem notícias de nenhuma providência.
Este pequeno retrato orçamentário mostra claramente o que é prioridade para este governo, e também para os que o antecederam. Primeiro os interesses dos rentistas, banqueiros, especuladores e investidores de títulos do governo. Depois, com o que for possível, buscam atender políticas públicas essenciais como a saúde, como a educação e o saneamento básico, como se isso fosse apenas prestação de serviços e não direito inalienável de toda a população brasileira.
Quando vemos estampado no noticiário o caos da saúde e da educação no país, temos que entender que isso é fruto de uma decisão política de priorizar a dívida financeira em detrimento da dívida social.
Com este perfil orçamentário não há saída. Sem atacarmos o gargalo da dívida não teremos como avançar de forma significativa em outras áreas essenciais. Ficaremos sempre discutindo um aumento de carga tributária que poderá nos trazer alguma “melhorazinha”. É matemático, e como disse antes, depende de decisão política.
A Auditoria Cidadã da Dívida, prevista na letra constitucional, se levada a sério, poderia reduzir e eliminar parte desta infame dívida pública.
O tema da dívida nunca é devidamente discutido nos meios de comunicação de massa. Por que será ?
Como explicar, por exemplo, para a população que o Governo Lula herdou uma dívida pública de FHC no valor de R$ 600 bilhões de reais, pagou ao longo de 8 anos de governo R$ 1.300 trilhões só de juros e amortizações e entregou para a sua sucessora, companheira Dilma, um montante de dívida no valor de 1.700 trilhões.
Hoje a Dívida Pública já ultrapassa a casa dos 2.300 trilhões. É ou não é uma verdadeira sangria de recursos públicos. Uma transferência brutal de dinheiro público para o capital privado nacional e internacional.
A desculpa mais comum dada pelos economistas neoliberais é a de que não podemos “quebrar contratos” e que qualquer política econômica que ouse reavaliar este quadro provocaria fuga de capitais e quebradeira geral no país. O Brasil pratica já há alguns anos a maior taxa de juro real do mundo. É um verdadeiro paraíso para o capital especulativo internacional que conta ainda com condições tributárias privilegiadas.
A baixa conscientização política e educacional de nossa população permite que os contratos sociais nestas áreas essenciais sejam quebrados todo dia. O fator previdenciário é maior exemplo de contrato quebrado com o trabalhador nos últimos anos.
A fatia destinada aos gastos sociais vem decrescendo de forma quantitativa e qualitativa ao longo dos anos. O crescimento da violência urbana é o resultado desta equação sombria. Esta “bolha” está enchendo há décadas. Um dia ela vai estourar.
“A diferença entre o Brasil e a República Tcheca é que o governo da República Tcheca fica em Praga e o Brasil tem esta praga de governo.”
Luiz Fernando Verissimo
Cláudio Leitão é economista e presidente do diretório municipal do PSOL Cabo Frio.
De um total de R$ 2.007 trilhões, o Orçamento Geral da União dedicou a bagatela de R$ 750 bilhões para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública da União. Estes valores astronômicos correspondem a 47% do Orçamento.
Com a Previdência Social, que dizem que vai quebrar o governo se acabarem com o fator previdenciário, os gastos chegaram a 26%, com a saúde, 4,2%, com a educação, 3,1% e com saneamento básico, 0,08%. A dívida pública hoje chega a 52% do PIB.
A CPI da Dívida Pública que ocorreu no Congresso Nacional, durante o ano de 2010, proposta pelo PSOL e devidamente abafada pela grande mídia, com a conivência do PT, PMDB e demais partidos da base aliada, constatou uma série de irregularidades na sua administração, rolagem e refinanciamento. O relatório final foi submetido ao Ministério Público Federal para aprofundamento das investigações e até hoje não se tem notícias de nenhuma providência.
Este pequeno retrato orçamentário mostra claramente o que é prioridade para este governo, e também para os que o antecederam. Primeiro os interesses dos rentistas, banqueiros, especuladores e investidores de títulos do governo. Depois, com o que for possível, buscam atender políticas públicas essenciais como a saúde, como a educação e o saneamento básico, como se isso fosse apenas prestação de serviços e não direito inalienável de toda a população brasileira.
Quando vemos estampado no noticiário o caos da saúde e da educação no país, temos que entender que isso é fruto de uma decisão política de priorizar a dívida financeira em detrimento da dívida social.
Com este perfil orçamentário não há saída. Sem atacarmos o gargalo da dívida não teremos como avançar de forma significativa em outras áreas essenciais. Ficaremos sempre discutindo um aumento de carga tributária que poderá nos trazer alguma “melhorazinha”. É matemático, e como disse antes, depende de decisão política.
A Auditoria Cidadã da Dívida, prevista na letra constitucional, se levada a sério, poderia reduzir e eliminar parte desta infame dívida pública.
O tema da dívida nunca é devidamente discutido nos meios de comunicação de massa. Por que será ?
Como explicar, por exemplo, para a população que o Governo Lula herdou uma dívida pública de FHC no valor de R$ 600 bilhões de reais, pagou ao longo de 8 anos de governo R$ 1.300 trilhões só de juros e amortizações e entregou para a sua sucessora, companheira Dilma, um montante de dívida no valor de 1.700 trilhões.
Hoje a Dívida Pública já ultrapassa a casa dos 2.300 trilhões. É ou não é uma verdadeira sangria de recursos públicos. Uma transferência brutal de dinheiro público para o capital privado nacional e internacional.
A desculpa mais comum dada pelos economistas neoliberais é a de que não podemos “quebrar contratos” e que qualquer política econômica que ouse reavaliar este quadro provocaria fuga de capitais e quebradeira geral no país. O Brasil pratica já há alguns anos a maior taxa de juro real do mundo. É um verdadeiro paraíso para o capital especulativo internacional que conta ainda com condições tributárias privilegiadas.
A baixa conscientização política e educacional de nossa população permite que os contratos sociais nestas áreas essenciais sejam quebrados todo dia. O fator previdenciário é maior exemplo de contrato quebrado com o trabalhador nos últimos anos.
A fatia destinada aos gastos sociais vem decrescendo de forma quantitativa e qualitativa ao longo dos anos. O crescimento da violência urbana é o resultado desta equação sombria. Esta “bolha” está enchendo há décadas. Um dia ela vai estourar.
“A diferença entre o Brasil e a República Tcheca é que o governo da República Tcheca fica em Praga e o Brasil tem esta praga de governo.”
Luiz Fernando Verissimo
Cláudio Leitão é economista e presidente do diretório municipal do PSOL Cabo Frio.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Assinar:
Postagens
(
Atom
)



