quarta-feira, 10 de setembro de 2014

NOTÍCIAS E FATOS




* Martelo batido. Alair declarou publicamente o que já se sabia pelos bastidores. Vai apoiar Pezão(PMDB) e abandonar Garotinho(PR). Vai acontecer o que sempre acontece aqui em Cabo Frio. Se fingem de inimigos políticos, mas na primeira oportunidade de forma oportunista, se juntam com o velho discurso que "a união é pelo bem de Cabo Frio". Alair Correa, Marcos Mendes, Jânio Mendes e seus "respectivos satélites" estarão todos juntos no mesmo palanque eleitoral, aliás, como já estiveram antes em vários momentos.

* Quando terminar a campanha e estiverem todos com seus interesses pessoais de de grupos realizados vão se declarar adversários novamente, e você eleitor ou apoiador vai voltar a brigar, discutir e se rasgar por eles. Certamente eles vão rir e comemorar esta falsa polarização com muito wisky e comida da boa. Na outra ponta, você eleitor ou apoiador tem que correr para pegar as migalhas desta mesa farta. Tem gente que vai chegar atrasado e não vai pegar nada.

* Este é o maior embuste político que Cabo Frio já viu. É claro como a neve. E toda vez que se unem a cidade padece com suas carências habituais em todas as políticas públicas essenciais, principalmente, a saúde, a educação, a habitação popular e o transporte. O dinheiro público some, mas seus respectivos patrimônios pessoais não param de crescer. Pobre cidade rica !!


* No meio de tudo isso sempre tem uma notícia boa. Começou, ontem, dia 09 de setembro e vai até o dia 13, mais uma edição do Festival de Esquetes de Cabo Frio. É uma bela dica de diversão e contato com a arte teatral. Parabéns aos organizadores. Maiores informações pelo site :
www.fesqcabofrio.com.br


* E o "homem bomba" da Petrobras falou. Continua repercutindo em Brasília e agora também nos programas eleitorais, as "entregadas" do ex-diretor da estatal, Paulo Roberto da Costa. Todo mundo se defende, inclusive os presidenciáveis, Aécio, Dilma e Marina, já que as denúncias atingem políticos ligados as três candidaturas. Parafraseando Lula, todos declaram que não sabiam de nada. É sempre assim, os escândalos de corrupção ocorrem debaixo de seus narizes e eles não sentem "o cheiro da podridão".

* E os pequenos partidos de esquerda que estão fora do "esquema" quando criticam estes escândalos de corrupção são chamados pelas redes sociais de "udenistas" ligados a direita. Esquecem de dizer, por conveniência, é claro, que a maior parte da direita está no governo do PT, vide, Sarney, Collor, Maluf, Barbalho, Lobão, Jucá, Renan e etc, mandando junto, com ministérios de porteira fechada e fazendo indicações como esta deste diretor, que estão lá em cargos chaves em ministérios e estatais "para fazer negócios" e cevar as contas partidárias do PT, PMDB, PSDB, PP, PSB e outros afins. A menor parte da direita se divide entre Marina e Aécio, mas com muita vontade de voltar a mamar também na "vaca sagrada do poder".

* Logo, fica claro que a "esquerda" ( alguns ainda gostam de se achar de esquerda)que a direita gosta é o próprio PT, que quando ganhou as eleições em 2002 fez esta opção pela tal "governabilidade" com o que há de pior na política brasileira e hoje está pagando o preço por estas escolhas.

* Após 12 anos do PSDB e 12 anos do PT os trabalhadores só receberam migalhas. Os "donos do Estado Brasileiro" são os rentistas e banqueiros que desfrutam de todos os privilégios, principalmente os de natureza tributária. São os maiores doadores de campanha destes partidos e candidatos. O imposto sempre pesa mais no "lombo dos trabalhadores". O PSDB era mais "mão fechada". O PT melhorou as migalhas, com o aumento do Bolsa Família, copiando os "montes de bolsas pequenas" do PSDB, aumentou o crédito popular e criou outros programas que proporcionaram "melhorazinhas" na vida do trabalhador.

* Reforma estrutural que é bom, não pode. Não fizeram porque os "patrões" banqueiros não deixam. Os profetas do apocalipse dizem que não podem avançar mais, senão "quebra o país". Daí, temos o trabalhador morrendo nas filas dos hospitais, seus filhos sem uma educação de qualidade, milhões sem terra e moradia, imprensados como "sardinhas em lata" no transporte público e por aí vai.....
O que quebra o país é entregar a metade do seu orçamento aos banqueiros, através do pagamento de juros e amortizações de uma dívida pública imoral e ilegal, que apesar desta sangria de recursos públicos, só faz crescer exponencialmente. A Constituição cidadã de 1988 prevê uma auditoria nesta dívida, mas tanto o PT quanto o PSDB não querem nem ouvir falar nisso.

Entretanto, foram semelhantes na reforma da previdência e na implantação do famigerado fator previdenciário. Entretanto, o PT tem um agravante. Era contrário quando estava na oposição e compactuou com esta "sacanagem" enquanto governo. Teve o mesmo comportamento em relação a auditoria da dívida. A favor na oposição e "esqueceu" enquanto governo. É traição de classe de forma explícita.
Já dizia Leon Tolstoi: "Os ricos farão de tudo pelos pobres, menos descer de suas costas".


* O deputado federal Chico Alencar(PSOL-RJ), professor de história, "um desses deputados de esquerda" que atrapalham o país, resumiu bem o fato citado acima numa postagem recente pelo face:

"As razões de cada um:
No português de Dilma, que já fez uma ‘faxina’, só serão levadas em conta ‘acusações oficiais’. Na matemática de Aécio, esse é o ‘mensalão 2’, subtraindo o 3, o ‘mineiro’, e o 4, do DEM/DF. Na biologia de Marina, divulgar que Campos foi citado é causar sua ‘segunda morte’."

* Está faltando advogados criminalistas e sobrando marqueteiros em Brasília.

* Nesta nossa democracia burguesa de massas vence as eleições de forma predominante quem é financiado pelo poder econômico. Dizer que os partidos de esquerda tem votação baixa pelo seu discurso é puro reducionismo e má vontade de analisar o quadro eleitoral brasileiro com mais apuro. Tem votação baixa porque fazem campanhas franciscanas, sem dinheiro e em sua maioria por se recusarem a aceitar financiamento dos "donos do Estado". Os vencedores de eleições como Renan, Collor, Sarney, Cabral, Pezão, Garotinho, Roriz, Barbalho, Maluf, Alair, Marquinhos, Paulo Melo, Picciani e assemelhados devem ter um "ótimo discurso" !!


* O deputado federal Ivan Valente(PSOL-SP), outro "deputado de esquerda" que atrapalha a vida do trabalhador e do país, também através da face fez uma "postagem udenista" denunciando a sonegação de impostos e as remessas de dinheiro "duvidoso" para o exterior. Confira:

"Sonegação de impostos e remessa de lucro para o exterior somam R$ 130 bilhões por ano:

Estudo realizado pela Global Financial Integrity (GFI), grupo de pesquisa que defende a transparência financeira, revelou que mais de US$ 30 bilhões oriundos de sonegação de imposto deixam o Brasil todo o ano. O levantamento não inclui contrabando de dinheiro (um método favorito de movimentar dinheiro por parte de traficantes de drogas e outros criminosos) nem transferências financeiras entre ramificações de corporações multinacionais. Ou seja, este valor é apenas de sonegações.
Já o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revela que a remessa de lucros e dividendos para o exterior por parte das empresas estrangeiras instaladas no país foi, em 2013, de US$ 23,8 bilhões. Este valor representa um aumento de 107% em relação a 2006.
Somando os dois números, estamos falando de aproximadamente US$ 54 bilhões por ano, ou R$ 129,6 bilhões. Mas se a primeira parte da sangria de recursos é feita de forma ilegal, e depende de mais controle, a segunda é permitida pela lei da isenção das remessas de lucro aprovadas no governo FHC e mantidas no governo do PT, num verdadeiro desestímulo à reaplicação dos lucros na economia interna.
Os números, no entanto, podem ser ainda maiores. Segundo Saul Leblon, em artigo na Carta Capital, se considerados os lucros, dividendos e royalties remetidos às matrizes em 2013, chegaremos a um total de US$ 40 bilhões somente com essas remessas. O que, segundo Saul, equivale à soma dos gastos na construção das usinas de Jirau, Belo Monte, Santo Antônio e a refinaria Abreu e Lima e representa quase 50% do rombo externo do período, de US$ 81 bilhões (3,6% do PIB).
A indústria aparece com forte peso no montante total das remessas de lucros para o exterior, com US$13,4 bilhões em 2013, o que representa um aumento de 125% em relação a 2006. A indústria automobilística lidera o ranking das remessas para exterior, mesmo com toda a isenção de IPI que vem recebendo nos últimos anos, como parte de uma política de incentivos fiscais que já desonerou a folha de pagamentos de 56 setores econômicos.

Eis o verdadeiro tripé da economia brasileira: complacência com a sonegação de impostos e a corrupção; assistências aos mais ricos e poderosos segmentos econômicos; redução do investimento público na promoção de políticas sociais universais e de qualidade.

Mandato Ivan Valente – PSOL/SP"


* O bombardeio de pesquisas eleitorais disseminadas pela grande mídia tem um claro objetivo de direcionar votos. Influencia, principalmente, aquele eleitor que quer praticar o voto útil. Atua também naquele eleitor despolitizado que quer votar "em quem vai ganhar", achando que assim não "perde o seu voto".
Vote de acordo com sua consciência e esqueça as pesquisas. Talvez o seu candidato preferido não vença agora, mas certamente seu voto vai fortalecer sua luta futura.
SÓ A LUTA MUDA A VIDA !!

* Mais tarde um post de nossa campanha CICLOVIAS JÁ !!

domingo, 7 de setembro de 2014

VOTE NAS FUTURAS GERAÇÕES




Nas eleições deste ano, avalie o teu município, o teu estado, a tua nação. O que necessita nosso povo? O que macula nossos direitos de cidadania? Quais as causas do desemprego, da fome, da miséria, da violência e das drogas? Por que quase metade das crianças que chegam à quarta série é analfabeta? Por que o peso dos impostos, a falta de moradia e saneamento, de saúde e educação? Quem elege os políticos corruptos?

Seja o teu voto, não a expressão de tuas ambições individuais, de tua amizade com o candidato, de tua simpatia, e sim da compaixão aos mais pobres, de tua fome de justiça, de teu senso cívico, de teu respeito pelos direitos humanos, de teu projeto de Brasil soberano, independente, livre de discriminações e injustiças.

Nas eleições deste ano, não cometas o erro de dar teu voto a quem defendeu a ditadura, meteu a mão no dinheiro público e jamais beneficiou os que labutam arduamente pela sobrevivência. Nem aos pusilânimes, aos arrivistas, aos alpinistas sociais, aos que têm a cara limpa e a ficha suja, e aos que multiplicam seu patrimônio familiar à custa do poder público. Vota com sabedoria e coragem, e empenha-te pela vitória de teus candidatos.

Nas eleições deste ano, indaga como e em quem votarão as pessoas que admiras. Pergunta a ti mesmo quem são os candidatos preferidos por aqueles que julgas exemplo de ética, de transparência cívica, de dedicação aos interesses da coletividade, de exercício do poder como serviço preferencial aos excluídos.

A depender de teu voto, pode ser que, na data da próxima eleição, o Brasil esteja ainda mais endividado, aviltado, conflitado e colonizado. Mas pode ser que se alargue o espaço democrático, robusteça-se a cidadania, ampliem-se a participação popular e o controle da sociedade sobre o poder público.

Nas eleições deste ano, se for nulo o teu voto, nulas serão também as tuas queixas e estarás condenado à amargura cívica. À margem do processo político, teu protesto inócuo haverá de favorecer aqueles que merecem ser banidos da vida política. À tua omissão eleitoral agradecerão os que se locupletam com recursos públicos e promovem tráfico de influências, nepotismo e maracutaias. Como dizia Platão, quem tem nojo de política é governado por quem não tem. E tudo que os maus políticos querem é que tenhamos bastante nojo, para ficarem a sós se chafurdando na corrupção às nossas custas.

Contudo, se votares nas reformas que o Brasil tanto necessita, como a agrária, a política, e a melhoria da saúde, da educação, do transporte coletivo, da segurança, e na conquista do desenvolvimento sustentável, com plena soberania nacional, não serão os eleitos que te agradecerão, e sim teus filhos e as gerações vindouras, pois estarás votando por elas e nelas.


Frei Betto é escritor.

RAPIDINHAS............




* Apesar de fazer um grande esforço midiático para mostrar que o governo está atuante, a população percebe uma grande estagnação administrativa neste "novo" velho governo Alair. A máquina pública inchada e pouco técnica não consegue deslanchar projetos nas secretárias, salvo exceções aqui e ali. A saúde é o maior prova desta falta de ação, sem nenhum comando neste momento.

* Aliás, os problemas estruturais e de má gestão na saúde vêm desde o governo anterior. O sofrimento da população nesta área é grande há cerca de 18 anos, embora muita grana (mais de 7 bilhões) tenha transitado pelos cofres públicos de Cabo Frio.
Pobre cidade rica !!

* A Secretaria Municipal de Transportes não responde os e-mails e nem dá nenhuma informação segura por telefone de quando vai voltar a distribuir o tal "cartão dignidade" de 0,50 centavos. Está muda, como também está calada sobre a Comissão Popular que iria discutir a questão do deficiente transporte coletivo na cidade.
É assim, vários setores deste "novo" velho governo associam arrogância e despreparo. O governo anterior também não era diferente.

* E seguem as "pernadas" e atos de infidelidade partidária entre os candidatos a deputado em Cabo Frio. Isso ocorre com candidatos em seu próprio partido, dentro dos candidatos do grupo governista e também no grupo pseudo oposicionista de Marquinhos/Janio. É um verdadeiro "vale tudo" para passar na frente dos "supostos companheiros". É a velha política na sua maior expressão !!

* Hoje tem Parada LGBT em Cabo Frio na Praia do Forte. Será uma grande festa da diversidade. Toda força ao movimento de afirmação da causa LGBT.

* O ex diretor da Petrobrás, Paulo Roberto da Costa, o famoso "homem bomba 2014", soltou o verbo e "as verbas" para a Polícia Federal e o Ministério Público, esperando se beneficiar da redução de pena proporcionada pelo instrumento jurídico da "delação premiada". Denunciou o propinoduto que ocorre na maior estatal brasileira e acusou deputados, senadores e governadores de estarem ligados ao esquema de corrupção montado na empresa. Para variar, os principais partidos envolvidos são o PMDB, PT, PP e PTB. São políticos e partidos que fazem parte da tal "governabilidade" do PT.
Alguém está surpreso ?

* É óbvio que estas denúncias precisam ser devidamente apuradas, mas as primeiras investigações dão realmente conta de uma grande rede de corrupção desviando verbas da Petrobrás para políticos e partidos. Os envolvidos sempre negam, mas são "figuras manjadas" e já envolvidas em casos semelhantes no passado. O que impressiona é que apesar disso, estes pilantras continuam sendo votados e eleitos. Tem gente que adora reclamar da política, mas vive votando em políticos fichas sujas e rotineiramente envolvidos em desvios de dinheiro público.

* Caramba !! O Cabral está nessa de novo !! Mas tem gente que gosta e ainda vota, e pior, se acha "progressista" !!

* Entretanto, precisamos ter cuidado na análise, pois a fonte da matéria é a Veja. A revista já publicou inúmeras matérias tendenciosas e com objetivo de fortalecer a direita e outros setores reacionários. Tudo que a Veja publica é questionável e passível de dúvidas e desconfianças. Vamos aguardar os desdobramentos do caso.

* No nosso Papo Reto, logo abaixo, tratamos deste tema.
Qual o tipo e a profundidade da mudança que você acha necessário fazer na política ?
Meias medidas não cabem mais. É preciso uma mudança radical, prestigiando candidaturas independentes e que não estão atreladas ao poder econômico. Estas campanhas milionárias que você vê nas ruas são movidas em grande parte por dinheiro público desviado. A continuidade destes caras no poder é a negação das mudanças.

* Camaradas, esta equipe econômica que Marina Silva está montando é de dar medo a classe trabalhadora. Pérsio Arida, André Lara Rezende e Arthur Gianetti são legítimos representantes dos rentistas nacionais e internacionais. E ela ainda quer o Banco Central independente. Não sei não, mas vem "chumbo grosso" aí contra o trabalhador.

* Entretanto, é bom frisar que as equipes de Dilma e Aécio também não são tão diferentes !!

* Se Marina Silva ganhar a eleição uma coisa é certa. O PMDB integrará o governo. O "partido camaleão" muda de cor toda hora e se tem governo quer estar dentro. E tem gente que ainda vota nos candidatos deste partido de forma alegre e retumbante !!

* Aliás, por falar em alianças, não existe uma mais escrota do que a composta por Paulinho da Força(SDD) e Aécio. Colocar trabalhadores da Força Sindical a serviço de Aécio é caso para Freud explicar ou então a "verdinha" está falando alto !!

* Não faça do seu voto e da eleição uma "disputa de campeonato". Vote naquele candidato que você depois de pesquisar ou se informar, entende que tem condições e independência para defender seus interesses. O verdadeiro resultado deve vir apenas das urnas e não das pesquisas de encomenda. Todo candidato que propõe mudanças nunca está bem nas pesquisas.
Vote de acordo com a sua consciência. Se todos fizerem isso a mudança virá por vontade coletiva da população.
Os donos do poder não querem que nada mude !!

* Pesquisa do site Congresso em Foco afirma que metade dos parlamentares do Congresso tem pendências criminais. Este é um sintoma claro da necessidade de apuro no voto e de um processo de ampla renovação nos quadros legislativos.
Se fizer esta pesquisa na ALERJ o resultado vai igual ou pior !!

* Hoje, 7 de setembro é comemorado o "Dia da Independência". A propósito, que independência ?

* Por falar em piadas, esta do humorista José Simão é impagável:
"Para onde migram Levy Fidelix e Eymael entre as eleições? Vão pra Tanzânia, se juntam as grandes migrações e voltam de 4 em 4 anos!"

* Acabaram os meses das festas juninas, julinas, agostinas e das inocentes quadrilhas. Agora entra em cena, até outubro, as "quadrilhas de outro tipo". Essas são perigosas, querem seu voto, querem se aboletar no poder e lá fazer a "festa".
Cuidado, olho no voto !!

* Para fechar as rapidinhas de hoje é importante refletir sobre este dito popular:
"Se você se decepcionou uma vez, pense bem antes de confiar a segunda. Lembre-se, o lobo perde o pelo mas não o instinto"

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

NOTÍCIAS E FATOS




* Tudo indica, segundo os bastidores da política, que esta foto tirada no dia da inauguração da Estrada da Integração vai se repetir no palanque da campanha eleitoral para governador em 2014. Alair está praticamente fechado com Pezão e Dornelles, dando uma pernada no candidato Garotinho que o apoiou na última campanha para prefeito de Cabo Frio. O seu partido, o PP de Dornelles, está firme na coligação com Pezão. Logo, os adversários de ocasião, mas aliados por seus interesse pessoais e de grupos da foto, estarão "unidos pelo Estado e por uma Cabo Frio melhor" (sic) !!
Quantas vezes você já viu este filme ?
Você ainda acredita neste embuste ?
Esta situação confirma a falsa polarização entre Alair e seu grupo e Marquinhos e seus aliados, inclusive o neo-aliado deputado estadual Jânio Mendes, que agora está cada vez mais "pragmático" para ser leve e delicado !!

* Continuo dizendo que se lá na frente, em 2016, eles perceberem que podem perder o poder que seguram com "mão de ferro" na cidade há quase 20 anos, farão qualquer negócio, inclusive se unirem novamente, usando hipocritamente o velho discurso que é para o "bem de Cabo Frio". As contas da prefeitura durante este período não resistem a uma auditoria séria, daí o medo. As contas públicas da cidade se parecem com um queijo, alimento preferido dos ratos, com furos para todos os lados !!


* Este último debate entre os presidenciáveis realizado pelo SBT na última segunda feira teve um clima mais "quente" que o da Band realizado anteriormente. Dilma e Marina protagonizaram o debate, tendo em vista as novas pesquisas que apontam o crescimento da candidata do PSB/REDE.

* Marina(PSB-REDE) continua não respondendo de forma direta nenhum questionamento ou tema. tergiversa, fala platitudes, buscando um "discurso amplo", genérico, tentando agradar a todos. Por incrível que pareça este "papo furado" segue agradando a todos, tanto setores progressistas quanto setores conservadores, daí a explicação, aliada a comoção da morte de Eduardo Campos, de sua subida repentina nas pesquisas. A pergunta que fica, bem ao gosto de Marina é : Será um crescimento sustentável ?
As próximas pesquisas vão dizer.

* Dilma(PT) tem sempre uma postura excessivamente técnica, citando vários números e estatísticas que só surtem efeitos no seu eleitorado consolidado, mas não impacta tanto os eleitores indecisos. Se mostra nervosa em algumas respostas, incomodada quando sofre críticas e ataques.

* Aécio (PSDB) está parecendo "aquele cara caiu de um caminhão andando". Perdeu o seu foco e mostra claro abatimento devido a queda nas pesquisas de intenção de votos. Está sentindo o peso da derrota iminente. Não está colando sua "postura de estadista" e a estratégia de tentar "vender" que é o candidato mais bem preparado e experiente "para mudar o Brasil".

* Eduardo Jorge(PV) repetiu as tiradas humorísticas do debate da Band e mostrou algumas afinidades com algumas posições de Aécio. Não é a toa, pois já foi secretário de meio ambiente de Serra e depois de Kassab. O alinhamento é claro.

* Luciana Genro(PSOL) melhorou seu desempenho em relação ao debate da Band, sendo mais incisiva nas críticas às semelhanças das propostas para a economia de Dilma, Marina e Aécio. Pontuou bem este tema, mas continua usando uma linguagem "muito clichê" na minha opinião. Marcou bem sua posição com relação a temas polêmicos como o fim do fator previdenciário, a necessária auditoria da dívida pública e a legalização da maconha. Fez uma fala final muito boa.

* O inenarrável Pastor Everaldo(PSC), "reaça e conservador de grosso coturno" segue dizendo defender o Estado Mínimo e o Dízimo Máximo. Suas falas são caricatas, recheadas de preconceito disfarçado, principalmente sobre questões de gênero e de orientação sexual. Acha que a família resolve tudo. Gosta tanto de família que já está no terceiro casamento !!

* Levi Fidelix(PRTB) está conseguindo nestes debates(Band e SBT) ser mais claro em suas falas, inclusive citando de forma correta dados sobre a dívida pública. Mas se atrapalha em vários outros assuntos, deixando claro suas limitação e a falta de uma assessoria adequada.

* Enfim, mais um debate em que não houve grande destaque. Nenhum candidato conseguiu se sobrepor aos outros de forma clara. Penso que não fez ninguém mudar de ideia com relação ao voto.


* Também na última terça, ocorreu o debate entre os candidatos ao governo do Estado do Rio de Janeiro promovido pela Rede TV.
Como no debate dos presidenciáveis no SBT um dia antes, a audiência foi muito pequena. Mas foi um debate mais dinâmico com ataques e enfrentamento mais diretos entre os candidatos.

* Pezão(PMDB) novamente virou o alvo da maioria, pois carrega nos ombros a rejeição e as lambanças do desgoverno Cabral. Apanha de todo mundo, menos do Crivella, que sempre faz pose de "bom moço". Não tem cacoete de debatedor, fica nervoso, tropeça nas palavras e tentar responder aos ataques mostrando dados estatísticos de forma confusa.

* Garotinho(PR) segue no seu estilo "comunicador de rádio". Mistura críticas sérias com ironias, principalmente em cima do Pezão. É rápido de raciocínio e coloca bem para o público as propostas mais fáceis de entendimento, como por exemplo a redução do IPVA para todos. Como tem um "telhadão de vidro" leva também suas bordoadas.

* Lindbergh(PT) estava visivelmente desanimado com as últimas pesquisas que mostram certa estagnação. Senti falta de mais vibração em suas falas. Chegou ao ponto de pedir votos para o Tarcísio e para o Crivella, pensando naqueles que querem mudanças e não votariam nele, pregando o não voto na velha política de Pezão e Garotinho.

* Tarcísio Motta(PSOL) reproduziu o ótimo desempenho que teve no debate da Band. Lúcido, inteligente, preciso e muito articulado em suas falas e críticas, principalmente em cima das contradições de Pezão e Garotinho. Ainda apresentou muito bem suas propostas de rupturas com esta velha forma de fazer política no Estado. Foi claramente o destaque do debate, apesar dos seus 3% nas pesquisas.

* Crivella(PRB) segue como disse anteriormente, mantendo aquela postura de "bom moço". Não faz ataques diretos a ninguém e busca fazer o papel "estilo Marina" na eleição estadual. Fala genericamente sobre projetos sem se comprometer com nenhum tipo de mudança estrutural. Sempre se irrita quando os jornalistas fazem perguntas sobre religião e homofobia. Reclama que antes de tudo é engenheiro e pode responder sobre qualquer outro tema. Tem razão nesta reclamação.

* Enfim, foi um debate mais dinâmico e menos "engessado" que o da Band. Está permitindo uma maior visibilidade ao Tarcísio, candidato do PSOL, que é desconhecido e tem pouco tempo de TV. Tem sido o mais citado no Twitter e nas redes sociais no pós debate. Os outros já são figuras bem manjadas da política fluminense. Conhecidos inclusive nos tribunais.


* Pesquisa de intenções de voto do IBOPE desta semana reafirma o crescimento da candidatura de Marina Silva(PSB-REDE), apesar da pequena recuperação de Dilma(PT). Quem agora só cai é o tucano Aécio Neves(PSDB). É um retrato do momento, mas faltando um mês para a eleição, este crescimento de Marina ameaça seriamente a reeleição da presidente Dilma e os 12 anos de hegemonia absoluta do PT. Confira os números:
Dilma - 37%
Marina - 33%
Aécio - 15%
Pastor Everaldo - 1%
Demais candidatos não chegaram a 1%.

* Num eventual segundo turno, Marina Silva derrotaria Dilma por 46% X 39%. A cúpula petista começa a ficar de "cabelos em pé", porque apesar das tentativas de "desconstrução" da candidatura Marina nos programas eleitorais e nas redes sociais, a ecocapitalista segue seu ritmo de crescimento. O PT está pagando um preço alto pelo abandono de "bandeiras históricas" da classe trabalhadora para fazer um governo de conciliação com o grande capital e o agronegócio.

* Marina encarna bem o papel do "Lula de saias" e com seu discurso estratégico e proposital cheios de frases de efeito, fugindo dos temas polêmicos, vem conquistando votos na faixa dos indecisos, brancos e nulos. Se não errar ou não acontecer nenhum fato novo é virtualmente a presidenta eleita. Acho Marina uma grande incógnita. Tanto pode fazer um bom governo, se romper com a velhas raposas da política salvas da extinção pelo PT, quanto pode fazer um governo ruim para os trabalhadores e confuso sob o ponto de vista institucional. Como disse, ela não é clara em suas propostas, algumas já começam a ser abandonadas pelo caminho para facilitar alianças duvidosas.

* Já na eleição estadual, a pesquisa reafirma a liderança de Garotinho(PR), o crescimento de Pezão(PMDB), mobilizado pelo "rolo compressor" da máquina peemedebista, uma certa de estagnação de Crivella(PRB), Lindbergh(PT) e Deyse(PSTU) e uma pequena subida de Tarcísio Motta(PSOL), mas ainda sem incomodar os líderes. Vejam os números:
Garotinho - 27%
Pezão - 19%
Crivella - 17%
Lindbergh - 11%
Tarcísio - 3%
Deyse(PSTU) - 1%

Bancos, nulos e indecisos somam 22%, o que pode ainda trazer mudanças no quadro na reta final. Garotinho está no virtualmente no segundo turno, mas como tem grande rejeição não tem sua vitória assegurada. No segundo turno podem ter composições contra a sua candidatura. Apesar de sua liderança neste momento, a eleição ainda está indefinida.


* Algumas considerações sobre o voto nulo:
O voto nulo, na maioria das vezes, vem acompanhado de um raciocínio generalizante que político é tudo igual e que partidos políticos representam a mesma coisa, o que não é verdade. Toda generalização em qualquer área, inclusive na política, é injusta e equivocada. As pesquisas mostram que a maioria dos que anula o voto são cidadãos com formação escolar e cidadania acima da média e com informações da atualidade.
Daí pode se concluir que com um pouco mais de critério e senso crítico, o voto consciente pode obter avanços na representação política, principalmente nos legislativos que são, em tese, as "Casas do Povo".
As últimas eleições que também foram recheadas de votos brancos e nulos, não produziram nenhuma mudança efetiva e nem podem ser encaradas como um protesto, porque não trouxeram resultados práticos. Muita gente "ruim" se elegeu na força do poder econômico em cima daqueles mais humildes e sem formação cidadã, que nesta época, são fortemente pressionados pelo jogo sujo da política.

* O deputado federal Chico Alencar(PSOL-RJ) também teceu considerações importantes sobre a questão do voto nulo, via face :

"Estamos a UM MÊS das eleições. Entendo quem pretenda anular o voto, embora considere que isso é, de certa maneira, se anular politicamente e desperdiçar a chance de colocar sua indignação também nas urnas. O efeito prático do voto nulo ou em branco é zero. A razão: uma eleição só será anulada quando 50% dos votos VÁLIDOS (onde não se incluem nulos e em branco!) for considerada fraudada ou resultante de falha mecânica, após processo judicial. Ou seja, quase nunca. O gesto de anular ou não votar em ninguém não tem qualquer influência nesse sentido. Melhor procurar bem e encontrar uma opção (elas existem). E não apenas votar, claro. É votar, acompanhar, cobrar, "marcar em cima", praticar cidadania em tempo integral e não só em período eleitoral."


* Os gastos com o serviço da dívida pública(pagamento de juros e amortizações) superam em 12 vezes os gastos com Educação no país. Esta análise fria dos números mostra que algo está errado neste modelo de desenvolvimento de 12 anos do PSDB e 12 anos do PT. Nisso se assemelharam. Priorizaram a dívida financeira em detrimento da dívida social. O PT afirma que investiu um pouco mais em educação do que o PSDB e isto está correto, mas também "cevou" como nunca na história deste país(como gosta de dizer o ex-presidente Lula)o "cesto" do banqueiros nacionais e transnacionais.
O texto abaixo da economista Maria Lucia Fatorelli e candidata a deputada federal pelo PSOL no DF, "ilumina" o tema:

"A frase “no nosso governo, a prioridade à educação é real”, dita pela presidente Dilma Rousseff, está longe de representar uma realidade. E não são poucos os exemplos que mostram essa contradição. Em 2014, a previsão de gastos com educação não chegará a 4% do orçamento do governo federal, doze vezes menor que o que está sendo destinado ao pagamento de juros e amortizações da dívida (42%).
Mesmo sendo citada como um dos pilares do governo, os investimentos destinados à pasta seguem insuficientes para melhorar a infraestrutura das escolas, a qualidade do ensino e remunerar mais dignamente os professores.
De acordo com a candidata Maria Lucia Fattorelli, que vem coordenando desde 2001 a associação “Auditoria Cidadã da Dívida” (atualmente licenciada para dedicar-se à campanha ao cargo de deputada federal pelo Partido Socialismo e Liberdade – PSOL/DF), o atual modelo de desenvolvimento econômico não trata a educação ainda como uma prioridade de fato. Fattorelli, que por 29 anos foi auditora fiscal da Receita Federal, lembra que sobrariam mais recursos para se investir nas futuras gerações se o governo esclarecesse fatos relativos ao endividamento do país, que hoje consome mais de um trilhão dos recursos públicos.

“É importante ressaltar que o gasto com juros e amortizações da dívida tem sido improdutivo, já que não gera qualquer contrapartida à população, seja na forma de serviços públicos seja na redução das desigualdades sociais”, explica a candidata.

A responsabilidade com a educação:

A Constituição Federal definiu as responsabilidades e a Lei de Diretrizes Básicas da Educação Nacional (LDB), estabeleceu algumas regras para organizar o sistema educacional de forma colaborativa entre a União, Estados, Distrito Federal e Municípios. À União cabe coordenar o sistema e regular o ensino superior; aos estados fica o compromisso de priorizar o ensino médio, podendo atuar em parceria com municípios na oferta de ensino fundamental; e aos municípios resta a função principal de oferecer vagas em creches, pré-escolas e ensino fundamental. Mas algumas questões importantes têm impedido que os entes federativos deem avanços e ingressem num projeto real de desenvolvimento tanto na educação, quanto demais áreas.

A primeira diz respeito à dívida dos Estados e Municípios com a União. “Esse endividamento decorre do refinanciamento feito pela União a partir de 1997, em bases extremamente onerosas. Os juros cobrados pela União são tão elevados que Estados e Municípios estão contraindo empréstimos externos para pagar juros à União; um verdadeiro absurdo”, declara Fattorelli. Outra questão problemática é a concentração da arrecadação tributária na União, deixando Estados e Municípios com dificuldades para cumprir com suas atribuições constitucionais.

“A Lei de Responsabilidade Fiscal de 2001, que muita gente crê ser uma lei que garante moralidade aos gastos públicos, não trata disso. Na realidade, É uma lei que exige que o gestor público priorize o pagamento das dívidas financeiras, em detrimento de qualquer outro gasto social. Dessa forma, um prefeito ou governador pode deixar crianças fora da escola e isso não é considerado crime. Mas se deixar de pagar religiosamente a dívida financeira, é aplicado o Código Penal”, denuncia Fattorelli.

A porcentagem destinada à transferência de recursos federais a Estados e Municípios é também um outro fator que sufoca ainda mais o orçamento desses entes. Atualmente, menos de 10% de tudo que o país arrecada sob a forma de tributos, receitas patrimoniais e financeiras, é transferido aos Estados e Municípios. Essa transferência deveria ser muito maior, a fim de que os entes federados pudessem cumprir suas atribuições e investir em políticas públicas em todos os campos, do saneamento básico à saúde; do transporte à infraestrutura; da educação à segurança.

“Mais uma vez retornamos à questão central de todos os problemas relacionados a carências de recursos nas diversas áreas: o modelo econômico atual que prioriza o pagamento da dívida pública sobre todos os outros setores. Não é mais aceitável que continuemos a sacrificar futuras gerações em função de uma dívida nunca auditada conforme prevê a Constituição Federal”, defendeu Fattorelli."

* É por estas e por outras que o país precisa de um novo modelo de gestão e um novo modelo de investimento que atenda as necessidades da classe trabalhadora. E só quem não tem ligações e ou é patrocinado pelos "mentores" destes modelos tem condições de romper e mudar. Nem Dilma, nem Marina e nem Aécio tem independência para fazer estas necessárias transformações.
Fica a dica !!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

O QUE ESTÁ EM JOGO NESTAS ELEIÇÕES ?




A campanha eleitoral é um momento privilegiado para dialogar com a população. E isso vale para todos: à esquerda e à direita. Para a esquerda, esse diálogo permite publicizar em larga escala um programa anticapitalista consequente. Mas o fato é que a campanha eleitoral também se assemelha muito a um circo. A imprensa grande se esmera em armar o espetáculo, em fazer dele um jogo de ilusões capaz de distrair e despistar o eleitor. Nesse sentido, a mídia soube manipular com competência os ingredientes que brotaram do acidente aéreo de Santos.

A morte do candidato e seu enterro foram espetacularizados. Como anotaria Nelson Rodrigues: “Eis a verdade – tenho medo do morto ilustre. A visitação, que não para, é tão sem amor! Olho a curiosidade frívola dos que vão espiar o morto”. Não obstante o fato lutuoso, embalaram-no em um clima de perplexidade recheado de amenidades, quase festeiro. E o debate político foi sendo desconstruído em pura propaganda, marketing, show eleitoral.

Nas câmeras de TV que espiam o morto, o pranto legítimo de familiares e íntimos de Eduardo Campos vira exploração eleitoral: a emoção (matéria prima da propaganda) sobrepondo-se ao confronto de ideias, ao embate racional de propostas para o país.
Os comentaristas exibem, ao vivo e a cores, um festival de clichês. Não indagam sobre os projetos de nação em disputa, sobre as políticas propostas através das diversas candidaturas (e a maioria delas é, na verdade, vazia de conteúdo, pura forma), porque, no fundo, de argumento em argumento, não fazem mais do que repetir à saciedade o velho e surrado bordão da Margaret Thatcher: “TINA” (there is no alternative).

PT e PSDB, bem desacreditados, esmeram-se, agastados, em mostrar quem é o melhor gestor para o atual momento macroeconômico do capitalismo brasileiro. E, na mídia grande, sob a batuta do grande capital, o debate não vai além dessa disputa pelo credenciamento como gestor mais competente do regime do capital. Só que, agora, no deserto pós-utópico do ceticismo eleitoral, inventaram uma esperança: Marina Silva. Com efeito, se Lula foi, em dado momento, como definiu com certo exagero Delfin Neto, “a salvação do capitalismo no Brasil”, Marina pode ser, doravante, com seu ecocapitalismo e sua indefinível “sustentabilidade”, a miragem laboriosamente arquitetada para dar-lhe um novo fôlego.

As mídias televisivas e radiofônicas afinaram suas antenas nesse diapasão. E, ao que parece, até agora, com relativo sucesso: a candidatura Marina, antes mesmo de formalizada, já ameaça protagonizar a disputa eleitoral. E, vejam bem, digo a disputa eleitoral e não simplesmente a presidencial, o que traz como consequência o enquadramento do debate político em suas diversas esferas nos marcos convenientes à reprodução ampliada do sistema como uma totalidade.

Nenhum sistema social se reproduz no longo prazo se não for minimamente capaz de suscitar alguma esperança que seja. Ao longo de sua história, o capitalismo não tem feito outra coisa que não seja gerar crises e, na sequência, despertar esperanças com base nas ilusões alentadas por sua recuperação. Nesse sentido, vale ter presente que o capital sabe vender ilusões! De modo que é preciso ter clareza sobre o que está em jogo nestas eleições e sob que intensidade de tensões este jogo será disputado.
Primeiro: o que está em jogo? Pois o que está em jogo é nada mais, nada menos do que o “ajuste” para 2015. É exatamente a projeção desse cenário tenebroso que inviabiliza uma opção menos ruim dentre as que estão colocadas.

Não é que não existam diferenças entre PT e PSDB. Existem, sim: o PT é diferente do PSDB (cada vez menos, é verdade; mas, mesmo assim, ainda subsistem diferenças). E é claro que para os trabalhadores não é indiferente o modo como os diversos candidatos projetam a gestão dos negócios públicos, mesmo que todos se enquadrem (como efetivamente se enquadram) sob a ótica do capital. A Dilma não é o Aécio, e nenhum dos dois é a Marina. Mas o problema concreto que se coloca é que as margens se estreitaram drasticamente e qualquer um deles que vença as eleições terá de realizar o “ajuste”, vale dizer, reajustar tarifas e preços administrados, cortar gastos públicos, privatizar, arrochar salários, precarizar as relações trabalhistas, gerar desemprego, cancelar direitos e – para despejar o caminho ao que tem que ser feito – baixar a repressão. Qualquer coisa diferente disso trafegaria na contramão da lógica da acumulação capitalista.
Quanto à repressão, o legado da Copa é inequívoco: desde o arcabouço jurídico que a legitima até o extraordinário aparato repressivo pronto para ser acionado.

As candidaturas de esquerda (e entre elas a do PSOL, que é, de longe, a de maior visibilidade) não podem deixar de alertar o eleitorado sobre o que o espera após as eleições. Mas não se trata só de usar o processo eleitoral para fazer denúncias. Não, é preciso que, além de denunciar e alertar, a participação no processo eleitoral sirva para acumular forças com vistas à organização da resistência popular ao “ajuste”. Essa resistência, que para ser eficaz terá de ser de massa e se expressar necessariamente nas ruas, se dará num contexto mais favorável às forças populares se puder contar com o respaldo de uma representação ampliada no Parlamento.

Visto o que está em jogo, trata-se de considerar, então, sob que intensidade de tensões esse jogo será disputado. E fica claro que a miragem criada com a candidatura Marina não ajuda a clarificar o quadro eleitoral. Ao contrário, deixa-o embaçado, confunde faixas expressivas do eleitorado e pressiona no sentido do rebaixamento do programa anticapitalista das candidaturas de esquerda.

Como lembra Marx, “não basta que o pensamento procure se realizar; a realidade deve compelir a si mesma em direção ao pensamento”. As semanas vindouras deixarão mais evidente a realidade efetiva do efeito Marina no cenário eleitoral.
À primeira vista, a candidatura da Marina ameaça colocar em cheque o bipartidarismo hegemônico. Se a eleição fosse hoje, como noticia a pesquisa DATAFOLHA aferida sob o forte impacto emocional do acidente que vitimou Eduardo Campos, Marina poderia ultrapassar Aécio, ir para o segundo turno e derrotar Dilma. Talvez esse seja um fenômeno passageiro, talvez perca força com o inevitável distanciamento da tragédia. Mas, de imediato, o significado político da ascensão da Marina pode ser avaliado por sua repercussão positiva no templo do capital, a Bolsa de Valores: o índice BOVESPA subiu 1,05% e foi a 57.560 pontos, o maior patamar de fechamento desde 28 de julho.

Não é só Dilma e Aécio que perdem com a ascensão da Marina. Ela também cria dificuldades para as candidaturas de esquerda e coloca para estas o desafio de trazer para seu campo um eleitorado que, em grande medida, vacila, sente-se de alguma forma atraído pela coalizão PSB-REDE e ainda pode tender para o voto nulo, em branco ou a abstenção eleitoral. Veremos – creio que sobretudo no Rio de Janeiro – até que ponto esse efeito criará dificuldades para as candidaturas proporcionais do PSOL nas faixas do eleitorado em que elas transitam.

Esta eleição começou com o franco favoritismo da Dilma. Em seguida, a petista foi perdendo fôlego e Aécio começou a ganhar espaço. Com a forte comoção causada pela morte de Eduardo Campos, o cenário eleitoral sofreu uma reviravolta e Marina despontou como alternativa de vitória. Sem subtrair eleitores aos outros dois favoritos, Marina herdou os votos de Eduardo Campos e acrescentou a eles os de uma parcela dos eleitores indecisos e também de muitos que prometiam votar nulo ou em branco.
Em meio a esse quadro de incertezas, são muitas as indagações. Que espaço se apresenta para a esquerda avançar na disputa presidencial?
Em que medida o voto majoritária se alinhará ao proporcional ou dele se apartará? Até que ponto o cenário atual tende a se estabilizar?

É preciso responder a essas questões para saber o que fazer.

Sergio Granja é sociólogo e pesquisador da Fundação Lauro Campos.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

RAPIDINHAS.................




* Ontem um amigo me visitou e fez um comentário sobre o blog, que segundo ele, está tratando mais de questões nacionais do que municipais. Penso que tenho dividido estas questões, pois acho importante termos um espaço ampliado para discussões e informações mais gerais sobre o momento político do país.

* No plano municipal o que se observa é a mesmice. As últimas administrações Marcos Mendes e Alair Correa são parecidas e praticam o mesmo modelo de gestão, onde falta transparência no trato com a coisa pública, impera o fisiologismo, falta investimento adequado nas políticas públicas essenciais, falta participação popular nas decisões políticas, além de outros fatores. Os erros e as críticas são muito parecidas, logo são muito repetitivas.

* Acho muito engraçado os blogs ligados ao deputado Jânio Mendes e ao ex-prefeito Marcos Mendes fazerem críticas justas ao "novo" velho governo Alair, mas se omitindo nas lambanças e erros muito parecidos em várias áreas da administração pública nos governos do ex-prefeito e do Estado com a dupla Cabral/Pezão de quem são aliados. Publicam sempre notícias repetitivas com uma "nova roupagem".

* Ao mesmo tempo também é engraçado ver os blogs ligados ao prefeito Alair fazerem críticas ao governo passado também de triste memória do ex´-prefeito Marquinhos e também ao governo do Estado, esquecendo de olhar o "próprio rabo", no bom sentido e sem ofensas é claro. Também publicam notícias repetitivas que ocorrem há quase 20 anos.

No final disso tudo, fica para o leitor a imagem de que ambos os lados estão corretos em suas críticas e exatamente por isso vivemos os tempos sombrios de hoje, na saúde, na educação, na habitação popular, na geração de emprego e renda e na segurança pública, principalmente. Prova de que em termos de política pertencem ao "mesmo saco de farinha" !!

* Estes motivos fazem com que o blog fique de "saco cheio" de repetir estas mesmas esculhambações diárias e aborde questões nacionais que também impactam a vida do cidadão cabofriense.

* Reclamar depois do voto é muito fácil. Precisamos entender de forma definitiva que somos responsáveis pelos políticos que elegemos. Observem suas alianças, elas podem mostrar a incoerência explicita de algumas campanhas. Por exemplo, Linbergh hoje faz inúmeras críticas ao governo Cabral, mas o PT participou deste governo até os últimos minutos, antes dele oficializar sua candidatura. Alguns ainda queria continuar nas "bocas", perderam, e agora não apoiam o candidato do seu partido.

* Vários candidatos da cidade e também alguns "estrangeiros" continuam desrespeitando a legislação eleitoral e estão poluindo visualmente a cidade com um excesso de placas nas vias públicas sem os respectivos "plaqueiros" como manda a lei. Se os caras não cumprem leis agora, imagine quando eleitos. As placas quando voam para as ruas são um perigo para os motoristas. Alguns já tiveram que desviar de placas que foram parar no meio da rua pela força do vento, que nesta época sopra forte na cidade.
Algumas placas também impedem a livre circulação pelas calçadas e praças.
Alô TRE, cadê a fiscalização !!

* Entendo que isso deveria ser disciplinado pelo TSE, que deveria impedir as placas em vias públicas, permitindo apenas que fossem colocadas nas propriedades particulares. Isso ajudaria a diminuir a força do poder econômico de algumas campanhas e acabar com este transtorno para população. Dificilmente você placas de candidatos do PSOL, PSTU e PCB nas ruas. Fazem campanhas com ideias e projetos e não com a massificação de nomes através da força da grana.

* Uma pesquisa do Instituto DataFolha mostra que 46% dos eleitores estão ignorando o horário eleitoral gratuito. Entendem que as mensagens dos candidatos não tem credibilidade. É retrato do desalento com a classe política.
Só a luta muda a vida !!

* Hoje tem debate entre os presidenciáveis no SBT. O debate será retransmitido ao vivo pelo site UOL e pela rádio Jovem Pan. Todos os candidatos confirmaram presença. Mas cuidado com a hora. Será realizado das 17:45 as 19:25 horas. Horário estranho.

* Já estão marcados também os debates dos presidenciáveis na Record, dia 28 de setembro e na Globo, dia 01 de outubro. Estes as 22 horas.

* E por falar em debates, amanhã, terça, dia 02 de setembro, tem de novo debate entre os candidatos ao governo do Estado do Rio de Janeiro, na Rede TV, as 22 horas. Todos confirmaram presença.

* Se Marina Silva(PSB-REDE) não descolar de Malafaia vai perder votos em setores progressistas da classe média. Marina faz uma aposta arriscada ao se ligar a um dos "pilantras mor" da fé evangélica.

* Twitada do sempre sempre bem humorado José Simão : "Duas coisas caem no Brasil neste momento. O PIB e Aécio Neves."
O PIB cair é uma má notícia, mas Aécio caindo é ótima !!

* Para quem gosta de tênis, esta semana será lançada a biografia do nosso maior tenista de todos os tempos, o grande campeão, Gustavo Kuerten, o nosso Guga. Só não gostei do título: Guga, um brasileiro.
Ficou parecendo nome de biografia de político, rsrsr !!

* O único ponto positivo da derrota vergonhosa sofrida pelo Vasco em São Januário por 5 x 0 para o modesto Avaí foi a demissão do "retranqueiro" Adilson. Escala mal e substitui pior ainda. Tem mentalidade de time pequeno e foi responsável por várias derrotas por erro na montagem do time e nas substituições, tirando atacantes e colocando beques e volantes, trazendo o adversário para fazer pressão na defesa do Vasco. Vamos ver quem o "Bananamite" vai colocar no lugar.
Tá difícil, tá difícil !!!

* Frase para fechar as rapidinhas de hoje:

"Já choramos muito. Muitos se perderam no caminho. Mesmo assim não custa inventar uma nova canção que venha trazer Sol de primavera".
Beto Guedes

domingo, 31 de agosto de 2014

OLHO NO VOTO !!





VOTO AOS 16 ANOS : DIREITO E RESPONSABILIDADE

O voto aos 16 anos foi uma conquista do movimento estudantil, incorporada à Constituição de 1988. Entre o fim da década de 1980 e o início da seguinte, estudantes e jovens, de um modo geral, demonstravam interesse na vida política nacional e desejo de se manifestar, por meio do voto, sobre os rumos do país. No entanto, essa vontade de participar tem diminuído. Mesmo amparados pelo artigo IV da Constituição Federal, que garante aos maiores de 16 anos o direito ao voto, na prática, nem sempre isso acontece. Há cinco anos havia 3,6 milhões de eleitores de 16 e 17 anos no Brasil. Em 2008 o número chegou a 2,9 milhões, redução de 19%. Uma pesquisa do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) mostra que os adolescentes vêm demonstrando pouco interesse em comparecer às urnas. No estado, de cada três adolescentes de 16 e 17 anos, um tirou o titulo de eleitor. Em Belo Horizonte, o interesse foi menor: um entre quatro adolescentes se inscreveu na Justiça Eleitoral.

Se números assim permitem constatar o desinteresse do jovem no exercício de um direito seu, é o caso de perguntar as razões desse fato. Por que os jovens parecem ter perdido o interesse pela política? O que explica o crescente número de jovens que não fazem questão de tirar o título de eleitor e de votar? Alguns dizem que não se sentem preparados para exercer o voto ou vêm o descaso e a falta de compromisso dos políticos brasileiros como um dos principais motivos para seu desinteresse em votar.
Entendemos que o objetivo da Lei é dar ao jovem cidadão a oportunidade de escolher representantes, mas por outro lado, obriga-o a votar mesmo sem que haja o desejo. Para muitos, este é um fator que possibilita o voto sem responsabilidade e consciência e favorece a compra e venda de votos. Dessa forma é fundamental também que o jovem se informe, estude, se atualize e não caia nas propagandas e campanhas eleitoreiras. Sim, o ato de votar é um dever para o jovem, como também, a responsabilidade pelos próprios atos. Mesmo assim, a falta de informação ou, até mesmo, de interesse pelo futuro da sociedade faz com que muitos jovens não cheguem às urnas ou cheguem sem opinião formada.

Mas, de quem é a culpa? Infelizmente, o cenário é realmente desalentador: A cada eleição, a cada escândalo, a decepção aumenta o distanciamento dos jovens em relação à política, o que é um péssimo sinal para o futuro de nosso país, pois é em sua juventude que uma nação credita suas maiores expectativas de transformações futuras. Em quem iremos depositar nossas esperanças se não acreditarmos que os jovens poderão fazer do Brasil um país melhor, mais justo, solidário e verdadeiramente democrático?
E como prepará-los para tal missão? Tudo começa dentro de casa, quando podem começar a ter responsabilidades de participação na própria família. Depois passam para o contexto da escola, onde influenciam nas decisões em sala de aula, ajudando a dar mais qualidade ao processo de ensino-aprendizagem e mais vida ao ambiente escolar. Com a ajuda da escola ou da família, estes adolescentes podem monitorar as políticas públicas e ajudar a disseminar o que está dando certo e sugerir formas de melhorar a situação da infância e adolescência, por exemplo.

O voto é um direito de participação política e social do adolescente que merece ser estimulado e fortalecido. Sendo assim, todo adolescente tem o direito de participar das decisões que afetam sua vida e da comunidade, e o voto é uma maneira de ele ser protagonista, mas também responsável pelo rumo das políticas públicas. Para isso, é essencial ele se informar, discutir com outros adolescentes, fazer uma escolha livre e consciente e, depois, acompanhar a atuação dos gestores públicos.

“Você não consegue escapar da responsabilidade de amanhã esquivando-se dela hoje.”
(Abrahan Lincoln)


Christiane Lima, Assistente Social (formada pela Universidade Federal do Maranhão), Psicopedagoga, Especialista em Saúde da Família e professora universitária.


* É fundamental a participação da juventude no processo eleitoral. A rebeldia, traço característico dos jovens, geralmente está atrelada a um desejo por mudanças e quebras de tabus e paradigmas. O quadro político como diz o texto é de fato desolador, mas não pode servir de desculpa para a não participação. A juventude está "plugada" na internet, intranet, nas redes sociais e várias outras mídias de divulgação e obtenção de informações. O trabalho é saber separar o "joio do trigo", e isso pode ser feito com troca de informações entre colegas, junto aos pais e amigos e também junto aos professores da escola.
A juventude tem que ir a luta !!
Portanto, OLHO NO VOTO !!

NOTÍCIAS E FATOS




* O grave quadro da violência urbana em Cabo Frio permanece sem que as "autoridades competentes" consigam dar algum passo no sentido de pelo menos minimizar a situação. Os roubos, furtos e assassinatos são diários. Nenhum candidato em campanha eleitoral toca no tema, nem mesmo aqueles quem tem mandatos, que em tese, são os que tem maiores possibilidades de articulações políticas para que se efetivem ações preventivas que possam dar maior tranquilidade a população.

* Alguns chegam ao cinismo de negociar com o tráfico para terem exclusividade de fazer campanha nestas áreas "dominadas". A violência urbana é multifatorial, mas a negação de políticas públicas aos jovens desta enorme zona periférica, durante os últimos vinte anos, permitiu uma fácil cooptação destes garotos pelo crime e pelo tráfico. Tem gente que pensa que é só aumentar o contingente policial para resolver esta complexa questão. Apenas o aparato repressor do Estado não vai resolver. Tem que resgatar estes jovens através de uma série de políticas públicas combinadas. Educação, cultura, esporte, lazer, formação profissional, além de outras, que requerem vontade política por parte dos "mandatários de plantão". Uma cidade rica como Cabo Frio não pode ficar refém desta tragédia. É preciso mudar o modelo de gestão e de desenvolvimento que implantaram nesta cidade que é símbolo do atraso, da falta de transparência e da corrupção galopante.


* Desconfie destas campanhas milionárias que estão nas ruas de Cabo Frio e de todo o Estado. É óbvio que tem gente bancando isso. Muitas vezes usando dinheiro público desviado. O financiamento privado, principalmente originado de empresas, não é doação, é "investimento". Estas empresas vão exigir depois o "troco", que também na maioria das vezes será dado com dinheiro público.

* Você que é trabalhador, que "sua a camisa" todo dia, não caia na "esparrela" de votar em empresário rico ou candidato bancado por esta gente. Eles não vão defender seus interesses de classe no parlamento, seja na ALERJ ou Congresso Nacional. Este é um dos grandes problemas de nossa democracia representativa. Empresário rico ou quem é apoiado por ele jamais será representante do trabalhador. Esta distorção fica clara quando vemos na Câmara dos Deputados ( formada por 513 deputados) a presença de cerca de 280 empresários e 110 latifundiários, quase 80% dos eleitos. Na ALERJ, esta relação é um pouco menor, mas também não expressa a representação do tamanho da classe trabalhadora.

* Depois de eleitos, eles não vão votar matérias de interesse do trabalhador, como por exemplo, o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho, a garantia dos direitos trabalhistas conquistados, maior investimento em saúde, educação e transporte, além de outras.
Portanto, OLHO NO VOTO !!


* A cidade está feia e poluída com o excesso de placas dos candidatos. Uma grande parte está colocada nas praças e cruzamentos sem os "plaqueiros" como manda a lei eleitoral. A justiça eleitoral até agora não determinou o recolhimento. Esta questão do excesso de placas precisa ter uma definição mais adequada, limitando o seu número e espaço de utilização. É triste também ver as pessoas ficarem ao sol e ao vento segurando placas de candidatos sem uma remuneração digna e muitas vezes não lançadas na prestação de contas eleitorais. A maioria é composta por pessoas humildes que por falta de oportunidades de trabalho são obrigadas a passar por esta situação para levar "o pão" para casa. É necessário rever esta questão através de uma profunda reforma eleitoral.
Quem faz campanha através da força do poder econômico e da opressão aos humildes não quer nem ouvir falar em reformas da lei eleitoral.


* Pesquisa DataFolha desta semana reafirma o crescimento da "Onda Marina". Neste novo levantamento a candidata do PSB-REDE encosta em Dilma((PT), ambas com 34% das intenções de votos. Quem caiu foi o tucano Aécio Neves(PSDB) que marcou 15%. O Pastor Everaldo(PSC) também caiu para 1%, junto com a candidata do PSOL, Luciana Genro.

* É um momento difícil para o PT que junto com o PSDB irão começar o processo de "desconstrução" da candidatura Marina Silva nos programas eleitorais, nas campanhas de rua e nas redes sociais. Na verdade, acho que para o eleitor mais atento, Marina vai se "desconstruir" sozinha, mostrando suas ambiguidades e incoerências, além do frágil conhecimento nas questões econômicas. Este processo já começou com o recuo conservador que deu em relação ao seu programa de governo, modificando o texto que tratava do "casamento gay". Sentiu a pressão imposta pelos evangélicos. Uma presidente precisa ser firme em suas convicções, ter posição, e não "velejar de acordo com os ventos".

* Marina procura fugir de todos os temas polêmicos, sempre dando respostas genéricas, onde fala um monte de palavras bonitas, mas não responde de forma objetiva as questões, demonstrando sua real posição. Tenho até alguma simpatia pela "figura" da Marina, pelas suas origens e pela sua luta na vida, mas ela precisa honrar os valores de onde veio e apontar claramente os caminhos que pretende trilhar no futuro, caso vença as eleições. Para o observador atento, como disse, ela não está fazendo isso.
Tem platitudes demais no seu discurso e com isso busca ser "ampla", usa isso como tática, visando angariar eleitores em setores mais progressistas e também em setores mais conservadores.


* Me identifico muito com as análises e posições que o escritor e frei dominicano, Frei Betto, tem do país. Também gosto muito de suas frases. Uma delas sigo como ensinamento de vida, quando ele diz:
"Posso não ficar para a colheita, mas insisto em morrer semente".
Isso tem pautado minha vida no trabalho, no sindicato regional da minha categoria que fundei e depois me levou a ser presidente da Federação Nacional, no partido(PSOL) que ajudei a fundar, no meu retorno a universidade, cursando História, com vistas a ser professor e continuar tentando dar a minha contribuição no sentido de debater e criar uma sociedade melhor, nos valores que passei e passo para meus filhos e nas pessoas que ajudei e encaminhei. Tenho orgulho de minha trajetória de vida e do que conquistei, de garoto filho de família humilde e que trabalha desde os 15 anos de idade.

* Esta semana, Frei Betto proferiu mais uma frase genial, porém desta vez, buscando o lado bem humorado das eleições presidenciais. Confira abaixo:

"A campanha presidencial se transformou numa questão aeronáutica: Aécio tem problemas com aeroporto; Marina, com avião; e Dilma, com a empresa do combustível, a Petrobras. E quando o Brasil decola?"

* Todos querem saber. Na minha opinião não decola com nenhum deles, pois os três, tem mais semelhanças do que divergências em seus projetos econômicos. Não pretendem fazer nenhuma reforma estrutural no país, que continuará submetido aos interesses do grande capital, que é o atual "dono" do Estado Brasileiro.


* Depois do programa eleitoral em que criticou o quase monopólio da Rede Globo nas comunicações no país, a candidata do PSOL, Luciana Genro, passou a ser boicotada nos noticiários do Jornal O Globo e nos jornais televisivos da emissora, principalmente no decadente Jornal Nacional. Na hora de falar da agenda dos presidenciáveis, a emissora fala de todos eles, inclusive do Emayel(PSDC) e do Fidelix(PRTB), mas não fala da Luciana. Não que isso importe em alguma coisa ou vá mudar a eleição, mas é a constatação da "canalhice jornalística" da emissora, que fala tanto na liberdade de imprensa e democracia, mas não a pratica quando recebe críticas ou quando alguém com coragem denuncia suas "entranhas sujas, subservientes aos interesses mais escabrosos.


* Faltando pouco mais de um mês para o momento do voto, é importante lembrar que toda nova eleição serve como momento de reflexão sobre o voto passado. É importante votar com consciência para depois cobrar do político eleito que cumpra com sua função ou no parlamento ou nos cargos executivos. Temos que parar com esta história de depois da eleição não lembrar em quem votamos, principalmente nas eleições proporcionais para deputado estadual e federal.
Como reclamar da política depois ?

* O deputado federal Chico Alencar(PSOL-RJ) foi preciso no twitter ao fazer o comentário abaixo, mostrando a incoerência e a falta de compromisso de alguns candidatos e partidos. Alguns não mudam e repetem as mesmas práticas não republicanas, logo, não podem merecer o seu voto. Portanto, OLHO NO VOTO:

"Qual o partido que, aqui no RJ, em menos de 2 meses de campanha, já teve candidato forte desistindo por acusação de enriquecimento ilícito, gráfica fraudadora lacrada pelo TRE, candidatos suspeitos de uso da máquina pública estadual e municipal, mais autuações por propaganda irregular? Isso mesmo, o PMDB. O do poder, que quer continuar no Executivo e com maiorias na Assembleia e na bancada federal. Só que depende de SUA EXCELÊNCIA, O ELEITOR. Depende de VOCÊ! Pense nisso, converse com seus amigo(a)s a respeito. A ética na política começa com o seu VOTO."


* O tema da Dívida Pública e das Reformas Previdenciárias tem sido recorrente no nosso blog. Notem que é uma assunto muito pouco debatido fora ou dentro das eleições. Os três principais candidatos fogem do assunto como "o Diabo foge da cruz". Não podem interferir com os "gordos ganhos" do sistema financeiro nacional e transnacional com o escorchante pagamento de juros, que consome metade do Orçamento do país. Até porque são eles junto com as empreiteiras, os principais doadores das campanhas eleitorais de Dilma, Aécio e agora Marina. Lembre- se, quem paga manda !!

* Procuro sempre colocar informações sobre o tema da dívida e da previdência social, suas relações e dependências, visando que se perceba o tamanho desta "bomba" que é o maior gargalo ao desenvolvimento do país. É impressionante a pontualidade com o pagamento de juros e amortizações de nossa dívida pública e o adiamento e a falta de compromisso com a nossa "dívida social", inclusive as aposentadorias, que aumenta tanto quanto a dívida financeira, apesar do volumosos pagamentos já ditos. Apenas a candidata do PSOL, Luciana Genro, tem propostas para equacionar este descalabro, propondo uma auditoria nestas contas, fato este, que tem natureza legal e está previsto na constituição.

* É preciso ter vontade política, independência e coragem para enfrentar os poderosos interesses do grande capital que de forma direta são contrários aos interesse da classe trabalhadora, que por falta de investimento adequado, fica privada das políticas públicas essenciais nas áreas da saúde, educação, transporte, habitação popular e segurança pública, principalmente. É preciso para de aceitar apenas as "migalhas". Só a luta muda a vida !!

* Segue abaixo mais um texto esclarecedor sobre este tema tão importante, mas ignorado. É um texto longo para blogs, reconheço, mas vale a pena se informar um pouco mais.

"Dívida pública compromete estado de bem-estar social.

Tem sido longo o processo de conquistas de direitos sociais pela população no Brasil. Trabalhadores, sindicatos, legisladores comemoraram, quando em 1988, a nova Constituição Brasileira, institucionalizou a Seguridade Social como direito do cidadão e obrigação do Estado. Esse tripé, formado pelas áreas da Saúde, Previdência e Assistência Social, buscava assistir o cidadão em situações de velhice, doença, acidente de trabalho, invalidez e desemprego.
Apesar desses avanços ainda tímidos da Seguridade no país, esse escopo, construído no campo de luta dos trabalhadores, vem sendo objeto de investidas do capital para adequá-lo aos seus interesses. Tais adequações se traduzem em reformas e ajustes que os trabalhadores tanto conhecem, pois seus direitos são reduzidos a cada reforma.

A candidata Maria Lucia Fattorelli, que vem coordenando desde 2001 a associação “Auditoria Cidadã da Dívida” (atualmente licenciada para dedicar-se à campanha ao cargo de deputada federal pelo Partido Socialismo e Liberdade – PSOL/DF), lembra que apesar de tais conquistas, algumas características da nossa sociedade – como nível de pobreza da população, desigualdade socioeconômica, mercado de trabalho excludente -, ainda tornam esse modelo de seguridade ineficiente. “O Estado ainda não garante uma rede de proteção universal à população e ainda assim, vem querendo colocar em pauta, projetos e reformas que retiram ainda mais direitos dos brasileiros, com o argumento de ausência de recursos”, critica.
Os discursos que justificam a adequação no campo da seguridade social passam pela questão financeira e os conjunto das reformas da seguridade social parecem soar como uma necessidade real.

Mas qual realidade da Seguridade Social no país?
Estudiosa da questão da dívida pública e suas consequências, a candidata Maria Lucia Fattorelli (PSOL-DF) lembra que os constituintes além de regulamentar o direito do cidadão, com a criação da Seguridade Social, garantiram o seu financiamento fixando as fontes de receitas provenientes de contribuições sociais pagas pela sociedade, trabalhadores e empresas. “A Seguridade Social passou a ser sustentada não somente pela contribuição incidente sobre a folha de pagamento dos trabalhadores, mas também pelas contribuições sociais como a COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), entre outras fontes. Não faltam recursos”ressaltou.
Fattorelli destaca que o problema hoje é que os recursos da seguridade são realocados para outras áreas, principalmente para integrar o sistema da dívida pública, que tem prioridade dentre todas as despesas. “Atualmente, até 20% de recursos vinculados podem ser desviados por meio da Desvinculação das Receitas da União (DRU), e têm se destinado ao cumprimento do superávit primário, a fim de garantir o pagamento de juros da dívida”, esclarece.

Do ponto de vista político, o que os governos pretendem é incorporar as necessidades da população à uma nova ordem do capital. Do ponto de vista social, a sociedade acompanha uma “privatização” dos serviços públicos na medida em que empresas passaram a oferecer serviços sociais que antes eram exclusivos do governo à população.
“A população precisa conhecer as artimanhas do sistema financeiro, sua atuação e os prejuízos para nós brasileiros. Conhecer é o primeiro passo para cobrarmos mudanças”, defende a candidata."

* Conheça mais detalhes sobre a seguridade social e a dívida pública no artigo abaixo:
http://www.auditoriacidada.org.br/wp-content/uploads/2012/07/SeguridadeDivida.pdf

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

RAPIDINHAS................




* A questão de candidatos negociarem exclusividade para fazer campanha em região dominada pelo tráfico não é nova em Cabo Frio. Já aconteceu em 2008 e 2010. Denunciei esta fato em entrevistas durante a campanha de 2012. Tá lá gravado. Teve gente que me aconselhou a não falar, pois podia sofrer algum tipo de ameaça dos traficantes.

* Tem deputado agora se sentindo atingido, mas faz dobrada com candidato que tem esta mesma prática. Falta muita coerência nos discursos políticos desta "turma". É só cada um buscar as informações corretas que vai derrubar estes "ídolos de pés de barro" !!

* Cansei de dizer também nas campanhas eleitorais que tem políticos nesta cidade que de dia "reza pra Deus" e na calada da noite rouba descaradamente o dinheiro público. É fácil saber quem são, pois basta olhar para a elevação patrimonial dos "caras" quando estão no exercício de cargo público. Só não ver quem não quer ou está recolhendo as "migalhas" que caem destas mesas fartas !!

* Não vai dar em nada. O TRE estadual está cansado de saber disso. No Rio de Janeiro isso acontece há mais de 10 anos e eles nunca tomaram providências. O deputado estadual do PSOL, Marcelo Freixo, já foi proibido de fazer campanha na zona oeste, zona de grande influência miliciana, com ameaças sobre sua vida interceptadas pela polícia. As autoridades eleitorais estão "carecas" de saber disso e não tem aparato fiscalizador para impedir e não conta com muito apoio das autoridades de segurança pública do Estado para isso. Muita gente encastelada no poder, principalmente políticos do PMDB, já foram beneficiadas por este esquema.
Desminta quem puder !!

* O não comparecimento do prefeito Alair Correa e auxiliares numa reunião previamente marcada pelo Conselho de Alimentação Escolar de Cabo Frio apenas reforça o que temos dito aqui repetidas vezes. "Estes caras" não gostam de dialogar com a sociedade. Se sentem desconfortáveis porque não fazem nada com a devida transferência e não gostam de serem confrontados. Isso acontece neste governo e também acontecia no governo anterior. Quem apoia Marquinhos não tem legitimidade para reclamar da postura arrogante de Alair. São mestre e pupilo, logo, repetem práticas políticas semelhantes.

* Está ficando hilário acompanhar as brigas e siricoticos das candidaturas ligadas ao governo Alair e também as ligadas a pseudo oposição de Marcos Mendes. As brigas acontecem apenas por espaço político a na busca por apoio financeiro. Não discutem projetos, pois nesta questão eles não têm nenhuma divergência. Os quase vinte anos de "domínio desta gente" estão aí para mostrar e provar !!

* Os atos de racismo explícito sofridos em Porto Alegre pelo goleiro Aranha, negro, jogador do Santos, hostilizado por parte da torcida Grêmio, são lamentáveis e mostram como a sociedade brasileira precisa avançar nesta questão. O racismo está presente no nosso dia a dia em várias áreas, principalmente nas escolas e no mercado de trabalho. É por estas e por outras que apoio todas as ações afirmativas a favor do movimento negro, sejam estatais ou de entidades privadas.

* Bateu o desespero na cúpula do PT. Escalaram o Kassab para buscar uma aproximação entre os eleitores de Aécio em São Paulo e a candidatura Dilma num eventual segundo turno contra Marina Silva. Quem ainda acredita no Kassab ?
Se depender do Kassab o PT está fu........... !!

* Tem um site super engraçado na internet que reproduz o "estilo Marina" de falar. Dá um monte de voltas e não responde nada de forma objetiva. Confira lá: www.zueracard.com.br
É o Marineitor !!
Dizem que quem montou foi a galera do PT.

* ELEIÇÕES:

- Na disputa presidencial o quadro de momento favorece inteiramente a candidatura Marina Silva(PSB-REDE). Há quarenta dias da eleição vai ser difícil "quebrar esta onda Marina". O PT tem "armas", maior tempo de TV e a figura de Lula, mas vai precisar de um "toque de gênio" de seus marqueteiros para desconstruir Marina. Aécio já foi para o "espaço".

- Na eleição estadual, Garotinho pegou uma curva ascendente e vai se garantir no segundo turno. Acho que disputa com Pezão, que vai começar a "passar o rolo compressor" da poderosa máquina do PMDB no estado. Lindbergh está isolado e foi abandonado pela maioria dos prefeitos do PT que fazem campanha para Pezão. Crivella, que tem sua votação predominantemente no "nicho evangélico" pode ter seus votos "canibalizados" por Garotinho naquela prática nefasta do voto útil por parte deste segmento evangélico. Acho que o Tarcísio Motta(PSOL) vai crescer um pouco mais apoiado na grande votação que vai ter o deputado estadual Marcelo Freixo.

- Na eleição para o Senado, tudo indica uma vitória para o "Peixe" Romário. Faz campanha como celebridade, principalmente em cima do eleitor despolitizado, com mulheres bonitas nas ruas ( as romaretes) distribuindo panfletos e sorrisos. A impugnação de Cesar Maia é outro ponto que vai atrapalhar a recuperação do candidato do DEM. Acho que aí o "martelo" está batido.

- Na disputa para deputado estadual e federal é sempre difícil fazer previsões e análises devido ao grande número de candidatos. Nunca é possível saber direito as estratégias e as articulações que acontecem nos 92 municípios do Estado. Sempre acontecem surpresas, onde candidatos que pareciam ter a vitória assegurada perdem e nomes pouco comentados surgem com votações surpreendentes. O poder econômico também faz grande diferença. No plano estadual espera-se grande votação para Wagner Montes(PSD) e Marcelo Freixo(PSOL). No plano federal o jogo é mais equilibrado. Não há um grande nome que possa ter uma grande votação como teve Garotinho(PR) em 2010 com cerca de 700 mil votos. Vamos acompanhar e ver as surpresas e as decepções.

* Não quero ser pessimista, mas vejo muitas dificuldades para os candidatos de Cabo Frio. Acho que quem reúne maiores chances para se reeleger é o já deputado estadual Jânio Mendes(PDT) e também o já deputado federal Paulo Cesar(PR). O fato de ter um mandato ajuda muito nas "articulações políticas". Os outros estão em legendas mais difíceis, mas como disse anteriormente, não se sabe ao certo todas as articulações feitas. Só as urnas é que podem responder com toda a certeza.

* Frase para fechar as rapidinhas de hoje:

"Não se pode separar a filosofia da política, ao contrário, pode-se demonstrar que a escolha e a crítica de uma concepção de mundo, são também elas, fatos políticos".
Antonio Gramsci