sexta-feira, 27 de março de 2015

CAMPANHA CICLOVIAS JÁ !!




CONTINUIDADE DA CAMPANHA INSTITUCIONAL PELA IMPLEMENTAÇÃO DE UMA REDE INTEGRADA DE CICLOVIAS PARA CABO FRIO.
COMO O ATUAL PREFEITO ALAIR CORREA GOSTA DE OBRAS FARAÔNICAS, ASFALTO E CONCRETO, QUE TAL UMA OBRA DESSA QUE VAI TRAZER BENEFÍCIOS PARA A CIDADE, REDUZIR A DEPENDÊNCIA DE CARROS E ÔNIBUS, HUMANIZAR O NOSSO JÁ CAÓTICO TRÂNSITO NO CENTRO E TORNÁ-LA AMBIENTALMENTE MAIS SUSTENTÁVEL. SE VOCÊ APOIA, PARTICIPE!!

ESTAREMOS POSTANDO NOTÍCIAS, IDEIAS E AÇÕES REALIZADAS EM OUTRAS CIDADES DO BRASIL E DO MUNDO QUE MOSTRAM A IMPORTÂNCIA E A RELEVÂNCIA DE UM PROJETO COMO ESSE. PORTANTO, VAMOS NESSA, CICLOVIAS JÁ!!

Conheça as cidades brasileiras que estão implementando Ciclorrotas:

Com a expansão dos sistemas de bicicletas públicas compartilhadas nas cidades brasileiras e, por tabela, com o aumento do número de usuários desse modal de transporte, cresce também a necessidade de garantir a segurança dos ciclistas com infraestrutura eficiente. As ciclorrotas, vias sinalizadas (mas não segregadas) que indicam a presença e a preferência da bicicleta sobre os demais veículos, têm sido uma solução adotada por várias dessas cidades por se tratar de um conceito mais simples, fácil, barato e com pouco impacto no viário. Veja a seguir quais cidades brasileiras estão investindo nesse tipo de infraestrutura.

Rio de Janeiro/RJ

Na capital fluminense, o projeto Ciclorrotas-Centro começou a sair do papel esse ano e está 10% implantado nas ruas do centro da cidade (maio/2014). O mapeamento, entregue como um “presente da sociedade civil” à prefeitura, foi idealizado e elaborado pela própria população durante 18 meses de pesquisas, com mão de obra totalmente voluntária e colaborativa.
Segundo Zé Lobo, diretor da Transporte Ativo, todo o processo durou cerca de 100 dias até começar a ser concretizado. Participaram dos levantamentos pessoas de diversas áreas e interesses, entre quem pedala, não pedala e os que gostariam de pedalar.

Metodologia

“Primeiro levantamos todos os projetos existentes para a área do centro do Rio, avaliamos um a um e extraímos suas ‘essências’. Depois, disponibilizamos mapas e plantas da região para as pessoas rabiscarem seus caminhos em cima, entre vias usadas e desejadas. Com isso, selecionamos pontos para realizar contagem de ciclistas, coletar dados técnicos e entender a demanda local”, explicou Zé Lobo. “Durante a pesquisa descobrimos coisas interessantíssimas, como o grande movimento de bicicletas dobráveis próximo à balsa que faz Rio-Niterói e a quantidade de triciclos e cargueiras, que representam 40% das viagens de bicicleta na região”.
O resultado do trabalho é o mapeamento de 33km de vias seguras para ciclistas, com um custo de implantação de 6 milhões de reais, verba da compensação ambiental do Porto Maravilha. “A prefeitura não tinha como não aceitar, estava tudo mastigado e pronto para ser implementado a um custo baixo perto de outros investimentos em transporte”, informa Zé Lobo. O projeto prevê, ainda, a instalação de 180 suportes para bicicleta espalhados pelo centro (paraciclos), o que representa 360 vagas públicas.
Antes de chegar nas mãos do prefeito Eduardo Paes (PMDB), o dossiê ficou disponível online para que mais cidadãos pudessem enviar suas colaborações.

Belo Horizonte/MG

Na capital mineira a necessidade de mapeamento das ciclorrotas surgiu junto com o anúncio de instalação das bicicletas públicas na cidade e foi solicitado pela BHTrans, órgão de trânsito de Belo Horizonte. “Estamos no começo do processo ainda. Nos dividimos em dois grupos, entre pessoas que pedalam e que gostariam de pedalar. Fizemos pesquisa de origem e destino e vamos começar a definir as tipologias de infraestrutura para cada via”, explicou o diretor da ONG BH em Ciclo, Guilherme Tampieri.
A metodologia utilizada é a mesma da Transporte Ativo. Veja o Mapa regionalizado das ciclorrotas de Belo Horizonte.
O projeto está sendo realizado em parceria entre poder público, sociedade civil e o meio acadêmico, e conta com a participação de cerca de 50 pessoas.

Aracaju/SE

Em Aracaju, a Associação Ciclo Urbano começou a articular o mapeamento das ciclorrotas em abril desse ano. A meta, segundo o presidente da associação, Luciano Aranha, é contemplar a capital inteira e ampliar a malha cicloviária de 60km para 250km. A capital sergipana acabou de lançar seu sistema de bicicletas públicas, batizada de Caju Bike.
A associação está pedindo sugestões de ciclistas e não-ciclistas da cidade. Você pode contribuir aqui.

Vitória/ES

Em Vitória o processo teve início em janeiro desse ano e foi uma iniciativa do Governo do Estado por meio da Secretaria dos Transportes e Obras Públicas (Setop). Segundo representantes do CUC (Movimento Ciclistas Urbanos Capixabas), o projeto faz parte do Programa Cicloviário Metropolitano e tem como meta contemplar a capital e região da Grande Vitória.
Estão participado das reuniões para traçar as ciclorrotas membros do CUC, da Federação Espírito Santense dos Ciclistas (Fesc), do Bike Anjo e das Mulheres de Bike. Em breve a capital capixaba também vai lançar seu sistema de bicicletas públicas compartilhadas.

Curitiba/PR

Desde setembro do ano passado a prefeitura de Curitiba vem trabalhando, em parceria com a CicloIguaçu e com o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc), na elaboração das ciclorrotas na cidade.
“Lançamos uma consulta pública na internet durante dois meses para que os ciclistas enviassem suas contribuições. Foram mais de 100 propostas diferentes”, informou o coordenador geral da CicloIguaçu, Goura Nataraj.
As ciclorrotas de Curitiba devem começar a ser implantadas em julho de 2014, com previsão de entrega de 90km até 2016.

São Paulo/SP

Foi lançada recentemente a segunda edição do mapa das ciclorrotas da capital paulista, dessa vez incluindo a região leste da cidade. Esse mapeamento tem servido de guia ao poder público para a implantação de ciclorrotas na capital – com sinalização específica e alterações no viário, como no caso das ciclorrotas do Brooklin e de Moema. Embora tenha dado apoio ao projeto de mapeamento, a prefeitura não tem obrigação de segui-lo à risca.
Para dar mais subsídios técnicos aos órgãos responsáveis pela implantação desse tipo de infraestrutura, a Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo) elaborou, no início de fevereiro, um relatório contendo diversas contribuições e sugestões técnicas às ciclorrotas.
O documento foi entregue à prefeitura que, até o momento, não se manifestou quanto às sugestões.

Mas o que são Ciclorrotas?
Por Willian Cruz

As ciclorrotas representam os melhores trajetos para se trafegar em bicicleta. Costumam ser sinalizadas em caminhos e vias que já existem e já eram utilizadas por ciclistas mais experientes, que conhecem bem as ruas dos bairros.
A sinalização, geralmente vertical (placas) e horizontal (pintura de solo) atua tanto para indicar aos ciclistas quais as melhores ruas para se utilizar, quanto para torná-las ainda mais seguras, diminuindo a velocidade dos automóveis e estimulando o compartilhamento das vias.
Muitas vezes são implantadas em conjunto com as Zonas 30, ou ao menos associadas à redução do limite de velocidade nas ruas onde são sinalizadas. Em alguns casos, podem fazer parte de uma estrutura mais ampla, que inclua ciclovias ou ciclofaixas (também permanentes).
As vias sinalizadas indicam a presença e a preferência da bicicleta sobre os demais veículos, como rege o código de trânsito para todas as vias. Portanto, o principal objetivo de uma ciclorrota é legitimar o direito de circulação das bicicletas. A sinalização cumpre uma função educativa para com os motoristas, trazendo à luz a presença de bicicletas e estampando a necessidade de compartilhar a via.

Aline Cavalcante
Site Vou de Bike

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